dezembro 17, 2007

Para não dizer que não falei Feliz Natal...

Amigos, estou só reclamando do Natal. Mas passado o período de compras, de amigos secretos e o escambau, a véspera de Natal é uma delícia. Porisso, até me esforcei muito para montar uma coreografia e preparei uma performance para desejar tudo de bom para vocês. Para ver, clique aqui. Mas eu ainda volto, isso não é uma despedida, ok? Bjs

A multiplicação dos santas


Fenômeno descoberto neste final de semana em Hamburgo e no Porto. Os bons velhinhos se multiplicam e ainda fazem encontros e passeatas. Que medo!!!

dezembro 16, 2007

Eles, The Beatles...

Para começar a última semana de trabalho do ano, uma semana de Twist and Shout.

dezembro 14, 2007

Feliz aniversário

Hoje é aniversário da minha filha, uma pessoa muito especial na minha vida e de todos à sua volta. Ela encanta, com seu coração de ouro, sua sensibilidade, sua meiguice, sua dedicação, seu esforço...enfim, pode parecer muita corujice, mas quem a conhece sabe do que estou falando (toda mãe diz isso, eu sei). Eu costumo dizer que foi um presente de Deus que já veio pronto, com conteúdo maravilhoso e muito bem embalado. Nada melhor para celebrar do que um poema que foi feito para ela no seu nascimento.
Luna
bruma
branca
brinca
nas
nuvens

Manha
manhê
mansa
mistura
da gente

Marinho de Andrade

dezembro 12, 2007

Cem anos é uma bobagem?

Ele faz 100 anos no sábado, todo mundo já sabe, mas pelas suas declarações isso é uma grande bobagem. Pode ser mesmo só um número redondo, mas que número. Como não admirar um cara que manteve a lucidez e a mesma trajetória por tanto tempo, apesar de todas as avassaladoras mudanças à sua volta. O comunismo, na forma que Oscar Niemeyer defendia, se foi, embalado em caixas de McDonalds. Mas ele continua comunista, na sua essência mais pura. Também viveu para ver que o capitalismo que ele tanto combateu não se segurou como vencedor e hoje não são poucas as sociedades que, desesperadas, buscam governanças em todos os níveis hierárquicos e sociais. Querem funcionar como cooperativas mas, infelizmente, ainda mantendo o status quo da pirâmide. Mas ele passou por tudo isso com a mesma certeza no seu caminhar. E como não entender alguém que se recusa a sair do seu escritório para receber uma medalha de Ordem do Mérito Cultural e obriga o presidente Lula a ir até ele para entregá-la. O embaixador francês também teve de ir ao seu escritório para lhe entregar outra medalha, pelo seu aniversário e pelo conjunto da obra. França, um país tão querido para ele. E o que podemos dizer de alguém que fez suas melhores obras a partir dos 80 anos? Ou o mundo passou a entendê-lo melhor a partir daí. E continua produzindo, pensando, vivendo bem e feliz com o seu trabalho e ao lado de sua família. Dos amigos, diz ele, já começou a se despedir aos 70 anos. E continua sem dar importância para as "babaquices". "O que vale é a vida inteira, cada minuto também, e acho que passei bem por ela". Passou e ainda passa. Parabéns.

Quanta força estranha!

Estou pensando na conexão do mal que pode ter se formado com o Cartel de Cáli, os governantes militares na Argentina, e a Copa do Mundo nas mãos de nuestros hermanos, para raiva geral da nação. Ou seja, tudo encapetado. Mas se o filho de Gilberto Rodríguez Orejuela e sobrinho de Miguel Rodríguez Orejuela, desertores do Cartel de Cali, estiver mesmo falando a verdade, o narcotráfico contribuiu com dinheiro para subornar o Peru no jogo com a Argentina na Copa de 78, que garantiu aos arrrrentinos a ida para a final e a desclassificação do Brasil. Foi uma goleada histórica, de seis a zero, que todo mundo desconfiou. O tal Gilberto diz que foi isso mesmo, só que a grana veio do tráfico. Ezequiel Fernández Moores pesquisa o tema há anos e diz que já tinha vários indícios. Não entendi direito toda essa conjunção de forças malignas. O Ricardo, que tanto conhece a história da Colômbia, deve saber se isso faz sentido. De qualquer forma, foi uma cinzenta Copa, realizada na sangrenta Argentina comandada por pelo general Jorge Rafael Videla. O Brasil não estava em situação melhor e ganhar aquela copa também teria um uso político para os militares no poder. Mas é bom lembrar o que uma Copa pode significar, não? Bom, chega, porque já fiquei muito no tema argentinos nos últimos tempos. Ainda acabo casando com um.

Por pura gentileza do Sig Mundi, blog que eu adoro e sempre visito, ganhei um selo do Blog de Elite. Fiquei muito feliz com a homenagem, uma brincadeira que eles contam lá que começou no Puts Grilo. Ainda não sei se o termo de elite casa com a blogosfera, mas como me dá o direito de indicar mais cinco, a elite vai ganhando escala, acho que esse é o espírito. Vários dos que eu gostaria de indicar já ganharam, mas há outros. Nem todos vão dessa vez, virão outras.
Quase Pouco de Quase Tudo -- Neil Son tem muita história boa.
Dom Caixote -- Um espaço democrático e alegre.
Brincando de Chef -- Tenho fome quando passo por lá.
Megafone Alado -- Pelo agitado Data Vênia.
Loucuras de Cristina -- Pela tão jovem Crica e sua paixão por crônicas.
Pena que não há o selo Leitores de Elite para os que não têm blog. O Pedro, a Mara, o KK e, claro, o RM, bem que merecem um. E a Luciana, porque quero que ela continue por aqui mesmo depois de fechar o barraco e ir embora dessa vila.

dezembro 11, 2007

Muito som, suor, cerveja.. e cola

Ei, ei, ei...estou de volta. E quem não esteve no Maracanã para conferir o The Police, ao vivo, já deve ter visto pela TV ou, se o assunto interessa, ter lido nos jornais. Então, tudo que poderia falar sobre o show, já era. Impecável, sem dúvida. Adorei, se bem que impecável não é uma palavra que se aplica ao meu gosto por shows. Gosto dos improvisos, gosto de uma banda sentindo o público e não querendo mais ir embora, gosto da interação. Mas o The Police fez um ótimo show, foram ao máximo que três pessoas que não se dão muito bem podem ir. No limite de suas forças e, em alguns momentos, impulsionados pelas 70 mil pessoas que lá estavam para e por eles. Emocionante e vibrante, sem dúvida. E o Paralamas? que merecida abertura o público teve. Noite maravilhosa e inesquecível, sem dúvida.
Eu fiquei na área das cadeiras laterais mas, ao contrário de shows no Morumbi, ela é perfeita para você assistir, dançar, vibrar, sem sentir que está tão distante. Pulei e dancei como louca. Aliás, aí entra a cola. Meio que movida pelos copos de cerveja, resolvi comprar um binóculo de um vendedor dentro do estádio. Sete reais. Comprei. Ele não serviu para muita coisa, uma moça perto de mim viu a sua recém adquirida ferramenta esfacelar na sua frente antes mesmo de começar o show. O meu até que durou. O problema era o cheiro de cola. Ele tinha acabado de sair da "fábrica" e exalava cola por todos os lados. Não vou dizer que foi isso que me deixou mais doida, mas eu não parei um minuto apesar das poucas horas dormidas depois de uma sexta prolongada na Cobal do Humaitá. Que cheirei cola, ai cheirei. E, sem mais utilidade, o binóculo virou um adereço na minha mão e rodava, rodava...Estava com um amigo norueguês que mais tarde tentou refletir sobre o espírito do brasileiro, dizendo que nós desperdiçamos nosso tempo e dinheiro. Ai, eles nunca vão nos entender. Fazer um binóculo rodar no meio de Roxane, não tem preço.
A chegada ao Maracanã foi tranquilésima, tudo na mais perfeita ordem. Já a saída...resolvemos pegar um táxi, coisa de luxo naquela altura do campeonato. Por fim, convenci um motorista que não fazia sentido ele seguir com apenas um passageiro, para bem perto, se podia levar mais três para a Zona Sul. Acordo feito e tudo transcorreria sem problemas se uma moto não tivesse batido no carro. Bom, nem vale a pena contar tudo que aconteceu depois, mas conseguimos chegar sãos e salvos. Mais aí que você descobre algumas diferenças de mundos. Já na madrugada, quando pegamos um táxi para voltar para casa, perguntei ao motorista porque a oferta era pequena na porta do estádio. "Sei lá, tem muita gente bêbada, melhor não ir". Esse é o espírito do Rio de Janeiro, que continua lindo. Fotos? Até poderia ter se não tivessem ocorridos alguns problemas com o poderoso celular de uma amiga, que tudo gravou e fotografou. Mas, nem vale a pena contar como tudo isso se perdeu.
Resumindo, valeu muito a pena. E sem a urucubaca dos metereologistas, que diziam que o show seria feito debaixo de chuva. Eles só não acertaram que seria chuva de suor. Não havia uma cabeça girando, girando, que não espalhasse gotículas por todos os lados. Para finalizar, quero comentar com a leitoras que não é só o Rio que continua lindo, mas o Sting, hem, que inteiraço. That´s all, qualquer outro detalhe sórdido será completamente omitido aqui.

dezembro 06, 2007

Alive

Nada melhor para ilustrar o post abaixo. Esse show foi na Itália e tem até um tombo do Eddie.

Catarse que te quero catarse

Catarse é a purificação das almas por meio da descarga emocional provocada por um drama. Dito isso, vou contar que passei o dia pensando na entrevista que eu li da Jeannette Walls no Estadão. Ela está divulgando seu livro, Castelo de Vidro, que ainda não li e ainda não sei se lerei. Jeannette é uma jornalista de sucesso nos Estados Unidos que, de repente, expôs suas vísceras e chocou coleguinhas e assessores da vida. Ela fala de sua infância caótica, criada por um pai alcoólatra e violento e uma mãe alienada e maluca que se esquece até de dar comida a seus filhos. Sua primeira lembrança é quando aos três anos de idade, tentando esquentar uma salsicha para matar sua fome, colocou fogo no trailer onde vivia com a família e foi parar no hospital Depois de dois dias hospitalizada, seu pai chegou bêbado e a tirou dali escondido para não pagar a conta do hospital. No carro, sua mãe e irmãos já aguardavam pela fuga. Daí para frente, só desgraças pelo que entendi. Mas, segundo a matéria, a jornalista não mostra ressentimento, apenas teve vontade de contar sua história. Brad Pitt vai produzir o filme.
Eu admiro essa coragem e ao mesmo tempo tenho medo. E não sei dizer o motivo, talvez de imaginar a que nível as revelações podem chegar. A literatura está recheada de bons e maus livros autobiográficos e o cinema idem. Parabéns para aqueles que conseguem ainda tornar palatável para o leitor experiências trágicas de suas vidas ou o lado mais profundo de suas almas. Eu gostaria de ter esse talento e coragem.
Agora entro em um outro ponto que tem a ver com a foto que postei aqui que diz respeito a quando essa catarse é feita por meio da música. Ela parece que atinge mais direto. Fico pensando naquelas milhares de canções de amores desfeitos que nós escutamos, cantamos juntos e, sem querer, participamos de uma história de amor que não é nossa. Nós nos apoderamos e a transferimos para nossas vidas. Mas ela foi criada por alguém, dirigida para algúem, e toda vez que essa pessoa canta essa música sabe exatamente de quem está falando. Para o bem ou para o mal.
Acho que a própria essência da música é catártica. E os exemplos são inúmeros. Mas lembro de alguns que me tocaram -- devo estar esquecendo outros importantes -- como Tears in Heaven, do Eric Clapton, sobre a dor da perda de um filho. Linda e melancólica. Tem dois exemplos, do mesmo artista, que eu sempre me lembro quando se fala de processo catártico público. Alive é a música composta por Eddie Vedder que conta como ele soube, aos 13 anos de idade, que não era filho de quem ele pensava ser mas sim de outro que havia morrido pouco antes. Não se trata de uma situação inédita, mas foram poucos os que conseguiram fazer com que milhares de pessoas no mundo inteiro sofressem e cantassem isso com eles. Eddie foi um deles. Cada vez que vejo um estádio lotado cantando o refrão"I´m still alive" me arrepio. Pessoalmente vi uma vez só, mas em vídeo outras tantas.
A outra música, também dele, é Betterman, que foi composta para o então padrasto que ele odiava. A composição se refere ao sofrimento de uma mulher, no caso sua mãe, que sempre espera pelo seu homem até tarde da noite. Ele concluí que ela só estava lá porque não conseguia achar um homem melhor. Esse "homem melhor" ecoou pelos quatro cantos do mundo. A situação é trivial, milhões de mulheres passaram pelo mesmo, mas ele transformou isso em uma música belíssima que já virou um karaokê, são poucos os que não cantam juntos quando ela é tocada. E que esse padrasto que passe longe se não quiser escutar o barulho. E foi muito emocionante assistir no Morumbi o Bono cantando Sometimes You Can´t Make it On Your Own, sobre a dor da perda de seu teimoso pai. Uma coisa bem irlandesa, mas muito linda.
Mas há processos semelhantes para público menor. Mas, pelo menos para mim, muito, mas muito mais emocionantes. Eu me lembro da minha filha, segurando suas lágrimas, levantando a cabeça, e subindo ao palco para ler o discurso de homenagem aos pais na sua formatura. Com o coração partido pela saudade do pai, ela conseguiu emocionar o auditório que vibrou no final, com aplausos e abraços. Jogou sua dor para o alto e seguiu em frente. Se tivesse composto uma música, seria linda e maravilhosa, como ela.
Eu não queria que esse fosse um post triste ou dolorido. Eu só queria falar que o caminho para purificar sua alma por meio de descarga emocional nem sempre é o mais fácil, mas pode ser muito bonito se houver coragem de atravessá-lo.

dezembro 05, 2007

Para acabar com as provocações, um olhar felino para você, RM.

O imposto sobre a beleza

Gente, tudo é possível nesse mundo, inclusive achar um argentino com baixa auto-estima. E essa foi contribuição da Andarilha. Pois o escritor argentino Gonzalo Otálora está defendendo a cobrança de impostos das pessoas consideradas lindas para compensar o "sofrimento" daqueles que supostamente foram menos favorecidos pela natureza. De megafone em punho ele foi para a frente da Casa Rosada defender o direito dos feios serem feios e, se possível, lucrarem com isso. Até sugeriu ao Nestor Kirschner, quem ele considera do time que vai receber e não pagar, que adote uma lei nesse sentido. Ele tem um livro que se chama O Feio -- aí, o cara deve ser muuuito feio -- onde conta todos os problemas que enfrentou desde a infância por não ter atributos interessantes. E deve ter sofrido mesmo, porque criança é cruel. Eu imagino que ele está fazendo tudo isso para discutir uma coisa mais ampla, que é o culto à beleza na Argentina. Eu estive lá recentemente e a coisa é mesmo meio desproporcional. Se bem que esse culto é universal, não? Mas a idéia é, no mínimo, polêmica. Eu fico pensando se ela passa, o rolo que não daria de todos os lados. Qual o critério sobre quem paga e quem não paga? E se alguém acha que deve pagar -- nesse caso, deve até ter isso -- e não é tributado? Se mata? E não adianta convocar Vinícius para dizer que os feios que perdoem, mas beleza é fundamental. Fundamental e cada vez mais cara, não bastam todos os investimentos na manutenção, ainda tem de arcar com um custo maior. E se naquele mês você está duro -- como eu, em pleno dezembro -- é melhor ficar bem relaxada, não fazer unhas, cabelo, deixar os cremes de lado, tudo para escapar do imposto. Caro Gonzálo, o senhor arranjou uma briga bem boa para discutir isso, não? Infelizmente, as pessoas não abrem mão de valorizar a beleza como uma qualidade de caráter e de talento. Mas tudo bem, ainda bem que não moro em Buenos Aires como sonhei um dia, será que estrangeiro também tem de pagar?

dezembro 03, 2007

Regina Spektor - Better

Neil, essa é para você.

Quando começa o resto de nossas vidas?

Eu tive um companheiro que me dizia que ele se preparava para viver muito e eu, ao contrário, contava que viveria pouco. Se desse uma zebra para nós dois, ele teria desperdiçado sua juventude preocupado com o futuro e eu estaria ferrada com a longevidade. Isso foi há alguns anos. We still alive. Hoje eu me lembrei disso quando vi a estatística do IBGE de que a vida do brasileiro subiu para 72,3 anos. Eu ainda acho pouco tempo, mas é bom lembrar que é a média da população. Mas em 1960, gente, essa expectativa era de 56,4 anos. Que isso? Eu lembro quando minha mãe falava de alguém com 40 anos e eu imaginava um velhinho. "Morreu tão cedo, aos 42, coitado". ?E eu pensando, já não estava na hora? Agora, o ponto de vista já é outro.
Não sei se mudou porque eu fiquei mais velha ou se as pessoas também continuaram criando, produzindo, por muito mais tempo. Na música, por exemplo, gosto muito de algumas bandas novas, mas à frente das minhas preferidas estão músicos com mais de 40 anos, às vezes até 50. Veja Mick Jagger, Bono, Eddie Vedder. E o Pete Townshend? E com novos e maravilhosos CDs, não é só viver do que já foi. Não é preciso nem ir muito longe, só olhar o whisky Chico Buarque. Envelhecendo em barris de carvalho. Na literatura, estão por todos os lados, no cinema podem até ter perdido os papéis de galã, mas quando aparecem, deus, meus sais. Como Jeremy Irons, um dos meus maduros mais preferidos. Sem contar o Martin Donovan. Até o Oscar de La Renta disse hoje que não vai deixar de fazer moda aos 75 anos. E faz bem. E ainda não relacionei as mulheres, mas elas terão um post especial. Bom, tudo isso para dizer que ainda há muito a ser feito no segundo turno. E, como diz a praga do ex, eu continuo muito desencanada e já devia estar pensando nisso.
Mas, voltando ao IBGE, outra coisa me chama a atenção, a pesquisa mostra que a esperança de vida ao nascer dos homens é de 68,5 anos, contra 76,1 anos das mulheres. Preciso dizer mais alguma coisa? Se a reclamação geral das mulheres é a de que não existem homens interessantes disponíveis, preparem-se amigas, a coisa só vai piorar. Ainda por cima, eles vão morrer mais cedo.

dezembro 01, 2007

Homens falando...

Eu tinha visto uma dica no Yahoo de um site que tinha nomeado as 10 melhores vistas em todo o mundo. Imaginei que seriam fotos e fui lá dar uma olhada. O nome do site já me chamou a atenção, askmen. Não encontrei as fotos que queria e muito menos a lista que falaram. Mas achei muita coisa engraçada, um mundo tão masculino, com listas de tudo e muitas dicas para os homens que estão por aí, vivendo relacionamentos. Uma delas dizia respeito aos cinco tipos de mulher que devem ser evitados. No primeiro caso, consideram que todo homem gosta de uma mulher articulada, que tem opiniões inteligentes e impressionam seus amigos. Mas isso tem limite, alertam, e esse tipo, a smart-ass, vai além da conta na defesa de suas opiniões e já bate os primeiros tambores de guerra logo que é contrariada. Você, homem, sairá perdendo e terá sua fraqueza intelectual exposta. No fim, é isso. O outro tipo é aquela mulher que emite alguns sinais de que pode gostar mais de sua carteira do que de você. Deve dar medo mesmo, caros.Em seguida, tem a Ms Right, aquela que não dá nunca o braço a torcer e tem razão absolutamente sobre tudo e ai de você se ousar suspirar o contrário. Uummm..A situação piora com a Psycho, aquela que liga 10 vezes por dia e vai deixar claro que ela existe esteja você em casa ou no trabalho. Por último tem a Rebound -- eles consideram que vale também para homens -- que é a mulher que está se recuperando de um relacionamento e você não passa de um conforto temporário. Você chegou mais cedo na vida dessa mulher do que ela estava pronta para recebê-lo.
O site tem de tudo, dicas de moda, top ten lists sobre um monte de coisas e até o recém resultado da eleição dos 49 homens de 2007, onde o número um foi o David Beckham. Sem o meu voto, não o colocaria entre os primeiros never. Tem até um artigo sobre os mitos e verdades do efeito da marijuana e ainda o verdadeiro e o falso, sobre silicone. E os autores do site garantem que ele recebe cinco milhões de visitantes por mês. Não sei se é a melhor forma de tentar entender a cabeça dos homens, mas pelo menos é curioso.

A luz do Natal e o trânsito

Eu não sei mais o que sentir em relação ao Natal. Eu fico achando que já tive todas as emoções possíveis, mas sempre me surpreendo. Uma coisa é a véspera, a entrega de presentes, a família junta, tudo muito bom, tudo muito bem. Mas e até lá? Como andar pela avenida Paulista, por exemplo, quando as pessoas levam seus familiares e amigos para verem, de dentro do carro, os enfeites dos prédios, principalmente dos bancos? Não, eles não descem, eles vêem tudo e comentam tudo dentro do carro. E o carro, claro, quase parando. É bom lembrar que, para ajudar, a Paulista também virou um canteiro de obras. Ainda não passei pelo Ibirapuera e não sei se já teve início o show das águas e as visitas à árvore na frente do parque. Acho muito legal, as famílias se divertem. Mas, uma vez mais, o que me irrita é quando tudo isso é curtido de dentro do carro. E o carro parando, parando...
Bom, uma reclamação básica de um sábado intransitável. E sábado, vamos e venhamos, já é um dia de muito amador nas ruas, nos bares, nos restaurantes. No final do ano só piora. A foto é da árvore da Lagoa, no Rio. Está linda, mas não deve estar também muito fácil andar por lá. Acho que vou evitar esse trecho no próximo fim de semana quando estarei lá para o show do The Police.