O aquecimento global não é nada quando comparado com a previsão do tempo para as próximas três semanas em São Paulo: ferver. Para explicar o que veremos só me vem na cabeça esse título de um livro de Alice Ruiz: navalha na liga. Só não posso dizer, oficialmente, que de todos os lados. Cumbica e Congonhas estão entre os locais que serão mais atingidos com a mudança climática e o movimento nos dois aeroportos não deverá ser pequeno. Muito peso-pesado a caminho. Só espero que, no final, tenhamos de volta aquela que traz as melhores propostas e ousa. Sempre prefiro o original. Antes do Fantástico acabar com o domingo, a cidade também recebeu outra notícia: chuchu não está dando mais nem na serra.
Rain Antes tem R.E.M, esse sim um show que faço questão de ver e já tenho os ingressos. Mas ela também está a caminho. E para não dizer que não falei de Madonna, coloco uma das minhas músicas favoritas da megastar.
outubro 01, 2008
setembro 29, 2008
Primeiro porque me lembra um momento muito bom. Segundo porque gostei da produção. Terceiro porque ando precisando muito lembrar um pouco de mim nesse túnel que passa de tudo, boi, boiada, até trem bala. Por fim, porque não tenho que explicar nada. E volto a ficar quietinha. Como diz Clint Eastwood, "algumas vezes você pode dizer mais com economia do que com excesso de movimentação". E como ando sem tempo nem para pouca movimentação, o que dirá o excesso. E já que o mundo ficou menos bonito sem Paul Newman -- e não vale a idade, a beleza estaria nele aos 99 anos -- quem sou eu para não acatar o que diz Clint, a outra legenda?
If not for you Música de Dylan. Ele toca com George Harrison.
setembro 27, 2008
Ship song, by Nick Cave. Bom fim de semana para todos, os apaixonados e os não. "We make a little history, baby. Every time you come around....You are a little mystery to me. Every time you come around"
setembro 22, 2008
Volto para esse espaço quando der. Ou em edições extraordinárias. Por enquanto deixo uma música para vocês. Beijos, boa semana para todos.
Para conseguir levantar e se animar em um sábado besta, frio, ressacado. Nada melhor que o mestre Hendrix. Um erro deve ter feito com que Voodoo Child apareça na legenda como Happening for Lulu. Curtam.
Zen, zen, zen.....Mantras, respirar fundo, fotografar, dançar, desligar, tirar uma semana de folga. Tudo para não pifar nem pirar...Zen, zen, zen....Esses slides vão para duas queridíssimas, amadíssimas, que, como eu, estão precisando de mais ar. Torcida geral porque a vida é mais.
Com a idade me tornei uma pessoa menos explosiva. Isso não quer dizer, entretanto, que não seja dada a explosões. Só a freqüência diminuiu. Mas em todos os casos a minha raiva se dirige a algo ou alguém. Sexta-feira passada tive uma experiência inédita, a combustão sem alvo ou platéia. Chegando de viagem e movida a um acúmulo de problemas que não vem ao caso relatar, estava sozinha, no meu escritório, quando peguei um copo que tinha acabado de tomar água e joguei na parede. Um ato estranho para mim, arremessar algo com uma raiva que não foi direcionada a ninguém, apenas o desabafo em quadros. Na hora que arremessei o copo já pensei, "onde está a vassoura?". Mas, infelizmente, foi quando lembrei que cristal é cristal e vidro é vidro. O copo que joguei na parede não era de requeijão, juro, mas devia ser muito próximo. O desgraçado não quebrou, nem uma lasca. Foi um momento de muita frustração, uma catarse interrompida. Como não juntar os cacos, em lágrimas, com toda a vítima que pode habitar o seu ser naquele momento? E ainda ver aquele puto daquele copo dando uma, duas, três reviravoltas e acabar no meu próprio pé? Odeio a Santa Marina, odeio todos os copos quase que inquebráveis. Odeio não ter força nem para estilhaçar um copo na parede. Odeio ter que jogar um copo na parede para conseguir permanecer por aqui. E ainda escutei ontem de uma amiga: a certas pessoas não foi dada a licença da loucura, nasceram lúcidas e vão morrer lúcidas. Socorro, me deixem enlouquecer. Hoje, o meu olhar para minhas taças de cristais foi do mal. Acho que elas entenderam o recado: amigas, vocês serão as primeiras assim que eu conseguir minha licença. Sorry.
Antes que eu esqueça Estava viajando e não pude comentar. E os 36% podem me criticar à vontade. E espero que critiquem porque sempre considerei a unanimidade burra. Mas 64% de aprovação em segundo mandato é dose. Inegável. Em Manaus, ver o povo esperar lá fora só para ver o cara passar na saída de um evento, com os olhinhos brilhando, é fascinante. É de estilhaçar qualquer oposição. Que, aliás, se mostrou muito mais fácil de quebrar do que aquele puto do meu copo. Mas, na verdade, sempre soube que eles eram de cristal.
Lithium Se é para pirar, nada melhor que Nirvana. Para você, Kriko. Boralá, se não consigo quebrar nada, que pelo menos alguém quebre sua guitarra. Uma semana enlouquecida para todos. Porque a minha promete.
Eu vi os dois caras saindo do carro no momento que eu me recuperava da sensação de que havia pares de olhos em todas as janelas me secando assim que acendi um cigarro no pátio do hospital. Um era alto, muito gordo, cabelo quase amarelo até o meio da nuca. Usava um chapéu. O outro baixinho, narigudo e de bigode. De repente, uma familiaridade tão grande. De onde eu conhecia aqueles dois? Era algo reconfortante, para falar a verdade. Claro, eram Asterix e Obelix. Iguaizinhos. Eu fiquei pensando como era bom o tempo que eu mergulhava naquela aldeia gaulesa, onde se ficava sob a proteção da astúcia de Asterix e da força de Obelix. Não havia doenças que um bom caldo do druida Panoramix não curasse. Não havia desemprego, para falar a verdade nem competição, era um ferreiro, um açougueiro, um verdureiro...E, claro, um bardo tentando compor músicas, sempre de péssima qualidade. Mas ele insistia. Ideiafix, o cachorro, lembra a Maia, cujo sobrenome virou Exwhite, depois que ela deixou de ser tão branquinha. Todo mundo ficava doidão com a poção preparada pelo mago e a maior diversão era bater em romanos. O único medo era de que o céu caísse sobre a cabeça, porque aqui embaixo estava tudo dominado. Como era boa a minha aldeia. Me lembrei de outra vez que eu também estava em um hospital, dessa vez como paciente, o que não era o caso ontem. Uma paciente do bem, tinha acabado de dar a luz. E luz clareia, ilumina. Mas estava na segunda noite internada e doida para ir embora. Impaciente, queria começar logo minha vida de mãe. Sensível, não sabia se daria conta. Insegura, cheia de dúvidas. O meu marido me levou o Asterix que faltava na minha coleção. Não lembro qual era, mas na contra-capa, onde tem a apresentação dos personagens, ele colocou legendas. Asterix, correndo, comunicava o nascimento da nossa filha. Obelix dizia que iria preparar um menir para ela. Panoramix, no seu caldeirão, falava que iria fazer a sopinha dela. E o bardo, claro, iria compor uma música para a recém chegada. Eu fiquei um tempo olhando para aqueles balõezinhos da legenda e, de repente, caí em prantos. Devo ter chorado uns 10 minutos. Era uma emoção misturada com os primeiros sintomas da depressão pós parto que durou mais uns 10 dias e pegou o Natal, óbvio. Não me lembro também se aquele número era só do Uderzo ou uma edição que ainda tinha o roteirista Goschinny. Mas foi lindo. E a vida é cheia desses momentos, gentileza, sensibilidade, sedução. Meus devaneios foram interrompidos com o berro do manobrista do hospital. Gol do Brasil contra o Chile. E assim teve início uma longa noite de insônia.
Obrigada Por falar em presentes, na sexta-feira ganhei mais Suflair e um DVD muito legal que, por conta de vários acontecimentos, não pude nem ver. Mas foi um encontro emocionante para mim, tanto que não percebi que havia mais um presente. Volume 1, crônicas, Bob Dylan. Como já disse, a vida é feita de momentos like this. Gostaria de ter gravado um CD com várias músicas para retribuir. Pena que não tive tempo. Valeu, tks.
Até Não sei se volto a postar nos próximos dias. Vou até ali dar uma olhada em como anda a porta de entrada de nossa Amazônia. Conto tudo na volta. Para quem também viaja amanhã, super boa viagem.
Smokers the outside of hospital doors Com The Editors. Valeu.
Encontrei uma amiga e percebi que ela está disposta a seduzir até um poste. Garçom? voz aveludada. Manobrista? sorriso sensual. Porteiro? olhares misteriosos. Colega de trabalho? abraços mais longos. E porque tanta sedução no ar? O argumento dela é que é preciso praticar, como correr, nadar, tocar violão, e outras coisas que não vem ao caso. Ou vem. Mas ela diz que se não for assim, você perde o jeito, a mão, sei lá o que mais se perde. Perguntei se isso se deve ao fato de ela ter visto recentemente Sonhos de um Sedutor, quando o espírito de Humphrey Bogart dá aulas de sedução para o Woody Allen. Não, a lição é nacional mesmo e vem do filme Avassaladoras, quando o escritor para quem Giovana Antonelli está fazendo a capa do livro diz que ela precisa exercitar. E a faz seduzir o dono de um empório que, correndo, lhe dá uma garrafa de vinho, uma taça, alguma coisa parecida. Depois disso, ela conquista o Gianechini. Foi baseada nesse conselho que ela decidiu vencer com sua sedução todos os obstáculos até chegar ao seu próprio Gianechini. "Vai ser em um piscar de olhos", garante, confiante, a minha amiga. Eu me lembrei de uma conversa que rolava no interior que para você conquistar alguém que desejasse, ou desencalhar com qualquer um que lá a cobrança era brava, você tinha primeiro de beijar alguém muito feio, chato, cdf, desengonçado.. enfim, aquele que ninguém queria. Daí, como em um passe de mágica, o encanto estava feito e você atingia seu objetivo.Claro que isso deve ter sido uma adaptação local para o beijo no sapo que vira príncipe. Aliás, essa história sempre me assustou, não acho que gostaria de um príncipe que viveu tanto tempo no brejo. Uma laminha sempre há de trazer. E sempre achei que era mais o marketing pessoal do sapo para beijar. Mas, voltando à minha amiga, ela diz que nós, mulheres, nos tornamos invisíveis com o tempo porque deixamos de seduzir, de experimentar, de encantar. Egoísticamente, deixamos nosso cansaço tomar conta e não somos mais generosas com o outro. E isso só se reverte com prática (até com o poste, imagino).Essa necessidade de treinar, argumenta minha amiga, é algo que vale para as solteiras, divorciadas, casadas, moradoras da faixa de Gaza, qualquer uma. Claro que só se leva o jogo adiante se for interessante, caso contrário procura-se o próximo alvo. Não estou muito convencida dessa teoria da maluca, acho que a verdadeira sedução é algo natural, expontâneo e imperceptível para você mesma. Quase como a respiração que se altera conforme suas emoções, mas você quase não nota. Não consigo imaginar que possa ser uma tarefa diária ou metas a serem cumpridas. E o mais gostoso, vamos combinar, é se sentir sendo seduzida. Mas, em todo caso, vou dar mais um tempo para ver o que acontece com ela. Se der certo, conto aqui para aquelas que estão procurando seus Gianechinis. Para quem deseja Gianechinis, claro, o que não é meu caso. Se não tiver sucesso, saberemos pelo menos como os sapos se sentiram com tanto prestígio. Mas devo confessar que resolvi me exercitar hoje na padaria e abri um sorriso para o cara que sempre me atende.E, vejam só, ganhei um Suflair. O saldo? calorias. Mas foi engraçado.
Smells like teen spirit Nada melhor do que Tori Amos seduzindo do piano a todos os caras das primeiras filas, nesse cover do Nirvana. Enjoy.
A música é Because we ended as lovers, com Jeff Beck. Ela me lembra a primeira vez que fui a Jericoacora quando eu a escutava sem parar, na época em um Walkman.Ela fazia parte de uma fita que ganhei de um namorado que não pode viajar comigo mas queria que, de alguma forma, eu o sentisse por perto. Conseguiu, em parte. Mas naquele lugar paradísiaco fica difícil não descobrir que sempre há outras partes. Como houve um mal entendido no outro post sobre a moçada que está por aí, esse vídeo ajuda a mostrar o que o Pedro diz, sempre há boas safras. Esse show foi em Chicago, no ano passado, e a baixista, Tal Wilkenfeld, tinha apenas 21 anos. Completamente feliz, à vontade, talentosa e linda. Tudo isso vai para uma pessoa muito querida que vai pegar a estrada em breve e não sabe quando voltará. E que vai levar uma parte com ele. Curtam.
Uma grande amiga minha, que aqui assina Aiaiai (pior que é a cara dela, esse é o jeito com que ela reage às loucuras do mundo), fez um comentário meio nostálgico, mas pertinente, sobre o vídeo do Velvet Underground que eu coloquei ontem. Saudades do tempo que ser doidão era legal e não tão cheio de culpas como é hoje. Eu estou lendo o livro das melhores entrevistas da Rolling Stones e fiquei pensando nisso, também com certa nostalgia. Não por mim, mas pelos "doidões". John Lennon fala da loucura que era o tempo dos Beatles, coisa que não interessava nem a eles, nem à gravadora, e nem à imprensa contar. Como ele e George se envolveram com o LSD, quantas viagens não vieram daí. Mas, o pior ou melhor, quantas músicas dos quais nem vamos relacionar, surgiram. Eric Clapton ficou dois anos e meio dentro de casa, com sua namorada, completamente chapado. Ele tinha um gravador e tocava todos os dias. E dali saíram canções belíssimas. Sim, tem uma entrevista com Keith Richards, e você pode imaginar, nem preciso contar. Ainda não é nessa da célebre frase, não tenho problemas com drogas, tenho problemas com a polícia. Johnny Cash fala do seu vício com anfetaminas e, mais uma vez, do que criou. Jack Nicholson se recusa a dizer que usou cocaína, o mesmo que não vale para o seu vício pela maconha. Mas garante que não faltou a um trabalho e nem ao curso de interpretação que fez durante 12 anos. E que o deixem em paz. Não li todas as entrevistas, mas lá tem Jim Morrison, Jerri Garcia, Kurt Cobain e Courtney Love. Posso imaginar o que ainda vem. Não quero fazer apologia das drogas, acho que muitos talentos e pessoas foram levados pelo excesso. E acho que todas essas pessoas sofreram com a perda de amigos muito próximos, vítimas do não saber quando, e como, parar. A vida vale muito mais e isso não é cool. Mas havia algo que saía dessa loucura toda e que permitia que o talento desses "doidões" continuasse predominante. Um certo controle sobre a criação. Isso porque nem vou comentar a biografia de Tim Maia. Você sai chapado, mas vibra com ele. O ponto que eu quero chegar é o que acontece agora com os "doidões". O filho de alguém muito próximo, de 23 anos, teve duas overdoses de cocaína. Só por isso, já o considero um babaca. Mas quando o encontro tudo que eu vejo é um moleque em frente ao espelho, levando horas para produzir seu cabelo, ajeitar seus piercings, e garantir sua figura de emo. Sem brincadeira, ele leva horas. Tenho vontade de vomitar, não dá nem para ter qualquer diálogo. Um amigo meu foi no final de semana a uma rave e disse que rolou de tudo e as pessoas tomavam (será que esse é o verbo?) balas, que imagino seja Ectasy, e ficavam horas pulando como cabritos. Isso sem contar as drogas novas que rolaram, algumas com nomes parecidos com comidas de passarinhos. Passarinhos que pulam como cabritos. Eu fui a uma festa na semana passada e quando saí para fumar presenciei algo inédito. Uma menina se inteirou a um grupo que estava ao meu lado para fumar um baseado. Mas ela não apenas casou com ele, o baseado, ou seja o monopolizou, como a certa altura resolveu levá-lo embora sob o argumento de que era algo que ela precisava. Pegou a bola, que nem era dela, e ameaçou sair do jogo. Eu freqüentei várias turmas de barra mais pesada do que aquela que estava ali e nunca vi isso acontecer. Havia uma certa ética, algo que se compartilha, se compartilha. Deve ser a idade, mas eu fico me perguntando, o que mudou? O ser humano, que emburreceu e não sabe mais descer depois daquelas subidas, ou foram as drogas, que ficaram mais caretas? Como disse o Pedro, a visibilidade hoje em dia está fraca e fica difícil saber o que é genuíno e o que não é. Bom, repetindo aquele filósofo que nunca lembro o nome, sei lá, mil coisas. O mundo ficou mais drogado, em todos os sentidos, e mais babaca. Como é muito difícil escolher uma música para isso, hoje não teremos música. Amanhã, quem sabe se eu me drogar muito.
Para quem ainda tem rouquidão interna, um sentimento inquieto a seu lado, como diz a música, o melhor é deixar rolar e louvar o amanhecer. Com a pequena gota direto da fábrica.E com a própria Sunday Morning, de Velvet Underground. "Eu estou caindo, sinto algo que não quero saber", canta Lou Reed, grande companheiro de tantas estradas. But, early dawning. Bom domingo, boa semana. Mesmo porque a primavera se aproxima.
Esse slide show foi feito por uma amiga minha o dia que ela descobriu o Windows Maker Movie e ficou doida para fazer alguma coisa. Como ela não tinha vídeos, usou uma série de fotos que estavam no computador dela. Elas são parte dela, de amigos, muitas publicadas nesse blog que vos fala, da Internet, enfim, de um monte de lugares. Por conta disso, ela teve dificuldades de dar crédito, porisso se você reconhecer algum trabalho aqui que a maluca colocou pode me avisar que darei o crédito, ok? Tem gente que olha o slide e não gosta da música, mas gosta da seqüência de fotos, tem aqueles que gostam da música e não entendem o roteiro (sim, tem um roteiro, diz ela), tem os que não gostam de nada e os que gostam de tudo. Como tudo na vida, não? A música é Even Flow, do PJ, e para quem não conhece ela fala de um cara que se perdeu na vida e foi morar nas ruas e bem provável que tenha desaparecido sem "começar sua vida de novo". Curtam. Só não vale apedrejar, porque aqui todo mundo é educadinho, não?. Bjs, bom fim de semana para todos. E antes que me esqueça, hoje é aniversário da Aurora Boreal, queridíssima amiga. Parabéns.
Eu ando divagando sobre o tema, levando em conta o comportamento de alguém que, graças a Deus, não é tão próximo. Mas cujas decisões acabam me afetando. Ontem, com um grupo de amigos, o assunto voltou à tona, motivado principalmente por algumas semelhanças físicas em relação ao imaginário que temos dessas criaturas. Foi então que percebemos que temos algumas dúvidas muito sérias sobre as pessoas que pilotam vassouras. Algumas delas: 1) elas precisam de carteira de motorista ou de brevê? 2) elas precisam comunicar suas rotas ao Cindacta? 3) estão sujeitas aos testes de bafômetro? 4)o seguro das vassouras é mais caro ou mais barato que o dos nosso carros? 5) tem sem parar nos pedágios? 6) tem rede credenciada para dar assistência técnica para as vassouras? 7) tem salão de cabeleireiro especializado nas motoristas das vassouras? 8) é obrigatório o uso de capacete? 9) tem redes de estacionamentos autorizadas? 10) o combustível utilizado contribui para a preservação do meio ambiente?
Como já disse um grande filósofo há muitos anos "sei lá, mil coisas..."
Olha a fogueira A banda é Queens of the Stone Age e a música é Burn the witch. Muito cuidado para acionar.
A foto é do Stephen Sachs. A música é Until We Say Goodbye, do grande professor Joe Satriani. Para começar bem a semana. Sem mais a dizer, a não ser o básico e necessário, tenham em mãos o kit sobrevivência e curtam, vivam, dancem, amem, e amém.
Diz a lenda -- e os numerólogos -- que a combinação dos oitos na data de hoje favorece a tomada de decisões. É um dia definitivo, nada de meio termo, mais ou menos não funciona, afirmam os especialistas. Difícil acordar um dia e saber que aquele é um momento de decisão, não é? É a hora que você vai definir o que vai fazer no resto de sua vida. E o relógio castigando, tenho até a meia-noite para resolver. Não sei se estou preparada. As resoluções de ano novo são mais fáceis, têm data de validade e podem ser renovadas a cada ano. Eu não sei se quero esse peso de um dia definitivo, mesmo que saiba que outro igual só em mil anos. Acho que prefiro renovar minha lista de desejos. É bem mais fácil, não? Boa parte deles fica por conta do universo. E o universo toma conta, sempre tomou. Quem já está amadurecendo algumas decisões aproveite o dia. Recebi uma outra interpretração desse dia. Dizem que é uma boa data para dançar e beijar muito. Isso sim é bem melhor, não?
Jazz nos fundos Nos fundos mesmo. E de um estacionamento. É lá que fica o Jazz nos fundos que amanhã tem mais uma apresentação da série Tributos que todo mês homenageia grandes músicos do jazz. Amanhã é a vez do clarinetista Tito Martino e do vibrafonista André Juarez homenagearem a orquestra de Benny Goodman e Lionel Hampton, o primeiro grupo de jazz que se apresentou em público integrando brancos e negros. O Cid Júnior vai homenager o guitarrista Charlie Christian, que fazia parte também dessa banda. A homenagem vai contar também com o baixista Zeca Araújo e o baterista Paulinho de Lima. Quem estiver interessado, o Jazz nos Fundos fica na João Moura, 1076.
Parabéns, papis Mais uma data comemorativa, mais celulares para serem vendidos. Mas fica meu abraço para todos os pais, elos fortíssimos da cadeia familiar. Para aqueles que, como eu, a data já não diz muita coisa, infelizmente, resta celebrar com os pais amigos e irmãos. Sempre é bom.
Sometimes you can´t make it on your own Claro que estava lá. Nos dois dias. Mas vale lembrar aqui. U2 cantando no Morumbi essa música que o Bono fez para seu pai. Bob. Ele passou por uma depressão fortíssima logo após a morte do pai e essa música é uma catarse, como uma conversa dura, difícil, de irlandês para irlandês. Mas é lindíssima. Gostaria muito de ter talento musical para fazer uma música para o meu também. Infelizmente, não é o caso.
agosto 04, 2008
Um dia estranho, inquieto, escuro, com fantasmas voltando a assombrar. Então, recebi essa fita de presente de um amigo. Ele diz que fez um mix do que eu gosto, do que ele gosta, do que gostamos. Foi muito bom. Trouxe a luz, o sol, o girassol. Muito obrigada, querido.
Ela ainda é fraca, mas pouco importa. Afinal, foram 47 dias sem chuva na cidade e a pressão da seca já estalava nas nossas cabeças. Ainda não é suficiente para lavar nossas almas e nossos jardins e encher nossas represas e rios. Mas é um começo, um sinal de agosto. Depois, claro, do julho mais seco dos últimos 65 anos. Chove chuva, chove sem parar.
Não me dirija, eu sou um SUV
É de assustar. Segundo a consultoria Jato Dynamics, ouvida em matéria da Época, entre o primeiro semestre de 2007 e o deste ano o número de emplacamentos de utilitários esportivos, ou SUV como são conhecidas, aumentou 67%, o que quer dizer mais que o dobro que todo o mercado de automóveis. E há filas de espera que, muitas vezes, chegam a dois meses. Ou seja, o brasileiro começa a se interessar avidamente por um dos vilões do aquecimento global. Como se isso não bastasse, com o barril de petróleo nas alturas, também contribui para o gasto desnecessário de combustível. Um prato cheio, enfim.
A mulher de um dos "felizes" compradores de um SUV chega a declarar na matéria que tem a impressão de que quando ela está dirigindo o carro as pessoas a respeitam mais. Todo mundo já sabia que tipo de auto-estima os maridos buscavam com esses carrões importados. Agora descobrimos que suas esposas também acham que ganham "respeito" no trânsito.
Era só o que faltava, o país que tem a Amazônia, e poderá ter uma grande luta futura para mantê-la em suas mãos, também se tornar um berço esplêndido para a indústria que coloca esses tanques nas ruas. E isso tudo em perímetro urbano, não estamos falando do uso desses veículos nas áreas rurais.
Círio, Círio...
Ao ler os belíssimos posts da Andarilha sobre a viagem dela para Belém para levantar dados para o seu TCC do curso de Gastronomia, eu comecei a desconfiar. Em todos eles, ela no final estava em algum lugar bem localizado tomando uma cerveja gelada. Ontem a reencontrei e confirmei, é bem capaz de ela ter causado um desabastecimento da Cerpa na cidade. E a cerveja artesanal então, nem se fala, só em 2009. Ou seja, a Lei Seca vai prevalecer no Círio de Nazaré, em outubro, mesmo que involuntariamente. Como nessa ocasião eles já importam pato do Canadá para fazer o tradicional pato no tucupi (ela me garantiu que é verdade, eles importam nessa época) acho bom buscarem cerveja em outro lugar também.
Sacanagem à parte, ela tem histórias maravilhosas que o seu olhar atento captou em Belém e deve colocar aos poucos no blog, inclusive com fotos incríveis. Ela me trouxe uma lavanda daquelas que o povo prepara para atingir algumas graças. A minha chama "Pega não me larga". Assim que eu descobrir o que eu gostaria que me pegasse e não largasse, além de dinheiro e saúde, usarei.
Viva nós !!!!!!!!!!!!!!
Amanhã os quase gêmeos, ou geminianos, blogs Por uma Second Life Menos Ordinária e este O Quem completam um ano. Ambos, leoninos de nascimento, são companheiros de estrada apesar de estilos e formas diferentes. Mas assim são os amigos, não?
A idéia de criar os dois blogs nasceu de conversas jogadas fora em um sábado à tarde na Benedito Calixto. Ontem, sem lembrar disso, Redneck, Andarilha e eu estivemos lá e vivemos emoções muito fortes que, no final, resolvemos considerar positivas e ainda ganhamos uma santa protetora, a guerreira santa Simone que se continuar assim acabará na fogueira como Joana D´Arc. A história está muito bem contada pelo Redneck no seu blog.
É isso, Red, não sabemos até quando continuaremos (eu, pelo menos), mas valeu. Quem sabe mais um e vários outros anos juntos nessa blogosfera. Parabéns para o Por uma Second Life Menos Ordinária, que, como sempre, trata muito melhor desse tema que eu no seu rugido dominical.
Girassóis
Para comemorar, ganhei girassóis de um amigo muito especial. Tks, querido.
Como um furacão
Vamos com o mestre Neil Young que além de talentosíssimo sempre foi muito generoso em apoiar bons músicos das novas gerações. Ele escreveu Like a Hurricane em 1975 depois de uma noitada no carro de um amigo e vizinho. Esse é o vídeo do Rock in Rio 2001. Eu estava lá, com minha filha. Nos primeiros acordes da guitarra de Mr. Young deixamos o camarote e corremos para a pista. Foi de enlouquecer. Aliás, acho que já disse aqui mas repito, esse foi um dos melhores shows que já assisti. Para melhorar, fazia parte de um pacote que eu havia ganho com a viagem, hospedagem e um fim de semana de shows. O provedor de Internet que me convidou não sobreviveu por aqui, mas nós e Mr. Young sim. Yes.
"You are like a hurricane.....I want to love you but Im getting blown away."
Dose Dupla Essa é uma versão mais intimista, no órgão e na gaita. Curtam.