E logo ali na esquina...
This house is on fire
Do ótimo Motherland, de Natalie Merchant.

Uma amiga que está velejando rumo a Recife, para participar da Refeno, a regata até Fernando de Noronha, tem sonhado constantemente comigo. E nesses sonhos, por algum motivo, eu estou machucada ou me machuco. Ela tem me ligado para saber se estou bem e tenho lhe repetido:
O Berço, de Berthe Morisot. Está no Museu D´Orsay, em Paris.
O El País retomou a campanha contra o fato das instalações do mercado La Boqueria ficarem abertas à noite dando espaço para o povo transar à vontade e para a prostituição. Eles consideram que isso vira uma mancha serísssima na noite de Barcelona e depõe contra o turismo na cidade.
O banco do constrangimento
A idéia parecia boa. Reservar um lugar no metrô para os bem mais cheinhos. Mas a situação, com o banco para os obesos, está beirando o ridículo.
Cena 1 - A mulher chega e, sem perceber, senta no banco dos gordinhos. Quando ela se dá conta do aviso começa a olhar dos lados, constrangida. Torce para entrar alguém que, comprovadamente, seja mais gordo que ela. E entra. Ela deixa o banco correndo e cede espaço para o jovem japonês, bem farto de gordura. Mas ele, escutando seu MP3, ignora completamente a gentileza e permanece de pé, mesmo com espaço disponível. Bom, ela se livrou do problema e os olhos dos demais se concentram nele. Muiiiiito chato.
Cena 2 - O cara, também distraído, senta no banco dos obesos. Ele era magrinho e percebe, pelo espaço, que tem algo errado. Acha o aviso da destinação daquele banco. Próxima parada, entra uma senhora bem baixinha e bem gordinha. Ele, prontamente, cede o lugar. Ela olha feio e sai resumungando. O magrelinha não sabe o que fazer, todos olham para ele como se tivesse cometido uma grande ofensa, e ele continua de pé. Desce correndo na estação seguinte. Vai ver nem era a dele. Chato demaiiiis.
I miss you when you're gone
Eles também estão voltando a tocar juntos, depois de sete anos, e terão uma turnê pela frente. The Cranberries.
Hoje bem cedo o Telecine Cult passou o delicioso Avanti, de Billy Wilder, que aqui recebeu o acréscimo no nome de Amantes à Italiana. Com Jack Lemmon e Juliet Mils, conta a história do executivo que vai à Itália para buscar o corpo de seu pai que faleceu em um acidente de carro. Lá ele descobre que o pai não estava sozinho e sim com uma amante com quem ele se encontrava há 10 anos. Todo verão eles passavam um mês inteiro namorando, ouvindo música, nadando, tomando vinho e se amando. Em meio a várias situações que revelam o contraste do jeito italiano de ser e a babaquice do americano, ele conhece a filha da amante. E entende melhor o que se passou com o pai.
Por mais que Hal Hartley não me ame, eu o adoro. Chego a imaginar um final de tarde em um café em Berlim, quando alguém me pediria emprestado o isqueiro. E a conversa que se seguiria poderia ser algo estranha para dois desconhecidos. Em meio a piadas e ironias, poderíamos ter uma profunda discussão filosófica sobre o café, a vida, o andar do cara lá fora ou como as relações humanas podem ser simples, se não forem complicadas. Ou ainda como a rapidez de julgamento pode ser uma arma. E, no final, descobriria que ele estava, na verdade, na esquina de sua casa.


Este seria um post de dicas. Mas, de repente, percebi que se tratava também de mulheres. Cada uma à sua maneira e com seus talentos. Então, mudei o rumo e resolvi começar com a Nadine Labaki, a primeira atriz libanesa a dirigir um filme. Caramelo. Quem ainda não viu, vale a pena. Sua comparação mais recorrente é o de uma espécie de Sex and the city que se passa em Beirute. Tem um pouco, talvez. Mas sem contar com o glamour de Nova York, ela retrata a vida de cinco mulheres com um ponto comum que é um salão de beleza. Sensível, engraçado, terno, sensual, simples. De maneiras diferentes, elas buscam o amor, o rejuvenescimento, suas identidades sexuais, suas formas de lidar com a loucura, com a busca da beleza, com o preconceito, com as questões religiosas. Há quem diga que ela apostou nos clichês, mas acho que, de alguma forma, ela conseguiu ultrapassá-los. Não há problemas em começar com um clichê, desde que você não acabe em um, já disse Hitchcock.
Quando você está cheio de problemas nada melhor do que descobrir que seu carro tem um clone. Perfeito!! O primeiro sinal veio com uma multa por eu não ter usado o cinto de segurança em uma avenida. Só que a avenida fica em Itu. Isso mesmo, Itu. Não vou naquela cidade há anos. Na semana seguinte o problema foi excesso de velocidade. Em Londrina. Ou seja, o clone roda bastante. E essa última foi pior, com foto. Um carro da mesma cor e marca que o meu e a chapa idêntica.
Minha tia sempre dizia que quando o céu está inquieto e as revoadas de anjos estão cada vez mais intensas o melhor é ficar quietinha, fazendo algo que você gosta e mentalizando coisas positivas para as pessoas, estejam elas onde estiverem. Não há muito o que falar.