Um início de noite de domingo, voltando de uma tarde deliciosa no Vanilla Café.
O banco do constrangimento
A idéia parecia boa. Reservar um lugar no metrô para os bem mais cheinhos. Mas a situação, com o banco para os obesos, está beirando o ridículo.
Cena 1 - A mulher chega e, sem perceber, senta no banco dos gordinhos. Quando ela se dá conta do aviso começa a olhar dos lados, constrangida. Torce para entrar alguém que, comprovadamente, seja mais gordo que ela. E entra. Ela deixa o banco correndo e cede espaço para o jovem japonês, bem farto de gordura. Mas ele, escutando seu MP3, ignora completamente a gentileza e permanece de pé, mesmo com espaço disponível. Bom, ela se livrou do problema e os olhos dos demais se concentram nele. Muiiiiito chato.
Cena 2 - O cara, também distraído, senta no banco dos obesos. Ele era magrinho e percebe, pelo espaço, que tem algo errado. Acha o aviso da destinação daquele banco. Próxima parada, entra uma senhora bem baixinha e bem gordinha. Ele, prontamente, cede o lugar. Ela olha feio e sai resumungando. O magrelinha não sabe o que fazer, todos olham para ele como se tivesse cometido uma grande ofensa, e ele continua de pé. Desce correndo na estação seguinte. Vai ver nem era a dele. Chato demaiiiis.
I miss you when you're gone
Eles também estão voltando a tocar juntos, depois de sete anos, e terão uma turnê pela frente. The Cranberries.
Hoje bem cedo o Telecine Cult passou o delicioso Avanti, de Billy Wilder, que aqui recebeu o acréscimo no nome de Amantes à Italiana. Com Jack Lemmon e Juliet Mils, conta a história do executivo que vai à Itália para buscar o corpo de seu pai que faleceu em um acidente de carro. Lá ele descobre que o pai não estava sozinho e sim com uma amante com quem ele se encontrava há 10 anos. Todo verão eles passavam um mês inteiro namorando, ouvindo música, nadando, tomando vinho e se amando. Em meio a várias situações que revelam o contraste do jeito italiano de ser e a babaquice do americano, ele conhece a filha da amante. E entende melhor o que se passou com o pai. Meu ex gostava muito da proposta embutida nesse filme. Um amor que se renova a cada ano e que guarda o melhor que um relacionamento pode ter, sem o peso do desgaste, da rotina e do distanciamento. Ele chegou a me propor que se um dia não estívessemos mais juntos, poderíamos adotar uma data para nos encontrarmos e revivermos a nossa história. No entanto, acho que uma situação como essa não se propõe depois de um tempo juntos sob o mesmo teto. Bom, tudo isso para contar que sempre é bom rever esse filme. E hoje pensei que a idéia pode ser muito boa, desde que efetivada no timing certo. Quem não viu o filme, vale a pena. É uma comédia romântica muito boa.
Epic E porque eles voltaram e vão comemorar meu aniversário com um show em Porto Alegre, um pouco de Faith no more.
Como não estou dirigindo, não me afeta no momento. Mas o serviço de utilidade pública desse blog mostra um vídeo alemão bem ilustrativo sobre as 10 drogas que você não deve usar antes de dirigir. Quem já conhece, sorry. Quem não viu, prestenção !!!Dica do Fernando.
Não, não é nada sobre o álbum de Amy Winehouse. É o primeiro festival BacktoBlack que vai acontecer de 28 a 30 no Rio de Janeiro, na estação da Leopoldina. Ótima programação musical e de debates. Tem show de Youssou N´Dour, na foto, com participação de Marisa Monte. Cantor e compositor senegalês, ele participou nos 70 da Star Band. Hoje tem sua própria banda mas tem gravações com inúmeros músicos, como Bruce Springsteen, Peter Gabriel, Nenneh Cherry e Sting. Mas não para por aí e o festival tem ainda Anjelique Kidjo, cujo disco Djin Djin ganhou o Grammy de World Music em 2008 e teve convidados como Alicia Keys, Joss Stone e Santana. Quer mais? A cubana Omara Portuondo, que fez parte do Buena Vista Social Club, de Wim Wender, e já lançou mais de 10 álbuns desde então, um ao lado de Bethânia. A parte brasileira também está bem reforçada, com acústico de Gil, Marina Lima, Margareth Menezes, Ed Motta, Luiz Melodia, dona Ivone Lara e Mart´nalia. Mas os debates não ficam por baixo. Bob Geldof, que eu acho o máximo. Ele é o organizador do festival Live Aid, mega show beneficiente para o combate da pobreza na África. E o cara que conseguiu convencer os membros restantes do Pink Floyd a darem uma trégua e fazerem uma apresentação conjunta. Sem contar todo mundo que ele conseguiu reunir. Também vai estar lá o Breyten Breytenbach, o artista sul-africano que combateu o apartheid, foi preso depois de retornar à Africa do Sul casado com uma francesa, uma afronta na época. Foi solto depois de forte mobilização internacional. E Graça Machel, terceira esposa de Mandela e defensora dos direitos das mulheres e crianças. Cansou? Tem mais. Um dos moderadores de debates será o escritor português José Eduardo Agualusa. E ainda o Gavin Hood, o cara que achou o pote de ouro ao dirigir X-Men Origins: Wolverine. Vale conferir a programação que ainda tem muito mais. Eu estarei voltando do Guarujá então bem provável que não consiga ir para o Rio para esse festival. Uma pena. Quem estiver por lá, imperdível.
Yonou Deugue Um pouco de Youssou em concerto na Bélgica. O vídeo dele com Nenneh Cherry, em 7 seconds, não estava disponível. Infelizmente. Nem o da Angelique.
Por mais que Hal Hartley não me ame, eu o adoro. Chego a imaginar um final de tarde em um café em Berlim, quando alguém me pediria emprestado o isqueiro. E a conversa que se seguiria poderia ser algo estranha para dois desconhecidos. Em meio a piadas e ironias, poderíamos ter uma profunda discussão filosófica sobre o café, a vida, o andar do cara lá fora ou como as relações humanas podem ser simples, se não forem complicadas. Ou ainda como a rapidez de julgamento pode ser uma arma. E, no final, descobriria que ele estava, na verdade, na esquina de sua casa. Bom, tudo isso para contar que, cansada de procurar os filmes de Hal Harley nas locadoras, me rendi aos torrents. E fiz meu próprio festival Hal Hartley. Foram seis filmes seguidos, todos brilhantes. Trust, Flirt, Amateur, Simple Men, Surviving desire e The book of life. Todos com o alter ego de HH, Martin Donovan, com quem compartilho a admiração e, no meu caso, a paixão. De todos, Amateur é o meu preferido. Donovan, desmemoriado, é um deslumbre. Consegue passar em um só personagem, a delicadeza de um anjo recém caído e a vaga lembrança de um gangster do mundo da pornografia. E Isabelle Hupert perfeita no papel de uma ex-freira que se considera ninfomaníaca, sobrevive escrevendo contos pornográficos e acredita que Deus tem uma grande missão que ela deve cumprir. Uma ligação improvável, mas no relacionamento deles há mais confiança e entrega do que muitas que vemos por aí. Mas a maior delícia foi assistir, pela primeira vez, The book of life, de 98. Jesus (Donovan, again, tudo) tem seu retorno no dia 31 de dezembro de 1999, em Nova York, com a missão de dar um fim a esse mundo e abrir os sete selos. Sua companheira é Madalena, muito bem vivida por P.J.Harvey. Poderia ser melhor? A cena que ela canta To sir with Love, com um som externo avesso é maravilhosa. Sem contar Yo la tengo como os cantadores do Exército da Salvação. Mas Jesus tem dúvidas. Não sabe ainda se concorda com a política exclusivista de seu pai de que apenas 144 mil justos sobreviverão (Hal, poderia ter atualizado o número, não?). E daí para frente, são diálogos surpreendentes, bem ao estilo HH, em um ritmo frenético, onde até o diabo e os advogados ajudam a compor um clima de negociação para o apocalipse. E o gestual perfeito (trabalhar com Hartley é fazer parte de uma coreografia, disse uma vez Donovan). Com imagens necessárias e bem desenhadas, ótimo roteiro e boa música. Tudo que eu poderia querer de uma mente brilhante. Amei meu festival Hal Hartley. E recomendo.
Próximos passos O primeiro final de semana da lei anti-fumo foi patético. Conversas animadas nas calçadas dos bares, com as pessoas se conhecendo e, principalmente, falando mal do vampiro, predominaram. E não fumantes, muitas vezes sozinhos em suas mesas, desconfiando de que estão perdendo algo lá fora. No entanto, imagino que o autoritarismo não seja suficiente e há mais sede de sangue. O próximo passo, com certeza, deverá ser uma nova regulamentação que exigirá que as pessoas fumem em silêncio, mesmo na sarjeta. Sem olhar do lado. E que, no final, engulam seus cigarros para não sujarem a cidade. A escola Chávez está onde menos estamos discutindo.
Mia Tem viagens que podem, ou não, se concretizar. Mas ler Mia Couto é uma com passagem garantida. Frases que te surpreendem no meio de contos líricos. “Mais que o dia seguinte, eu esperava pela vida seguinte”. “ E um pobre não sonha tudo, nem sonha depressa”. “Diz que a tarde cai. Diz-se que noite também cai. Mas eu encontro ao contrário: a manhã é que cai. Por um cansaço de luz, um suicídio de sombra.”. “Há mulheres que querem que o seu homem seja o sol. O meu quero-o nuvem. Há mulheres que falam na voz de seu homem. O meu, que seja calado e eu, nele, guarde meus silêncios”. "A aranha ateia diz ao aranho na teia: o nosso amor está por um fio"."De que vale ter voz se só quando não falo é que me entendem?". "De que vale acordar se o que vivo é menos do que sonhei". Dá para ler e não se apaixonar?
China Girl Mais uma vez em homenagem ao HH, China Girl, by David Bowie. Pode não ser a melhor para Miho Nakaidoh, sua mulher. Mas é sempre bom ouvir.
Essas são algumas das peças de Tom Tomorrow, Dan Perkins na verdade, que foram alvo de uma caçada on line entre ontem e hoje. Ele ilustra o novo álbum do Pearl Jam, Backspacer, que será lançado no dia 20 de setembro. A caçada, promovida pelo PJ, permitia a quem achasse todas as peças, distribuídas em nove sites, fazer download da música Speed of Sound.
Mas, além de promover o novo álbum, a banda ajudou a divulgar o trabalho de Tom, famoso cartunista que sempre foi ácido com a política retrógada dos Estados Unidos nos últimos anos. Recentemente, Eddie Vedder postou uma carta no site do PJ protestando contra a decisão do Village Voice Media, que tinha os direitos dos cartoons de Tom, de suspender a distribuição de seu trabalho para mais de 20 jornais nos Estados Unidos.
No seu blog, This Modern World, Tom conta como o envolvimento com o novo álbum do PJ mudou sua vida nos últimos seis meses e permitiu que ele participasse de algo novo e afastasse o período de lamentações que pensou que iria enfrentar. São pequenas, ou grandes, coisas que podem mudar a vida de uma pessoa de uma hora para outra. De quebra, ele ainda lançou um livro para crianças, The Very Silly Mayor. Em tempo, alguém se lembra do backspace nas velhas máquinas de escrever? Era o que te permitia voltar e corrigir tudo.
Your love is a place where I come from
Um pouco de romance, um pouco de ternura, um pouco de melodia de amor rasgada. Essa música do Teenage Fanclub é a primeira relacionada por Nick Hornby, autor que eu adoro, no seu livro 31 canções. E o serviço de correio elegante do blog dedica para uma pessoa especial que ainda não tem a dimensão de tudo que vai levar na sua bagagem.
Rostos, de Pavel Filónov, por quem me apaixonei na tarde de domingo no Espaço Cultural Banco do Brasil no Rio. De quebra, ainda dá para ver o delírio de Yves Saint Laurent no outro andar. Tudo vale a pena.
Este seria um post de dicas. Mas, de repente, percebi que se tratava também de mulheres. Cada uma à sua maneira e com seus talentos. Então, mudei o rumo e resolvi começar com a Nadine Labaki, a primeira atriz libanesa a dirigir um filme. Caramelo. Quem ainda não viu, vale a pena. Sua comparação mais recorrente é o de uma espécie de Sex and the city que se passa em Beirute. Tem um pouco, talvez. Mas sem contar com o glamour de Nova York, ela retrata a vida de cinco mulheres com um ponto comum que é um salão de beleza. Sensível, engraçado, terno, sensual, simples. De maneiras diferentes, elas buscam o amor, o rejuvenescimento, suas identidades sexuais, suas formas de lidar com a loucura, com a busca da beleza, com o preconceito, com as questões religiosas. Há quem diga que ela apostou nos clichês, mas acho que, de alguma forma, ela conseguiu ultrapassá-los. Não há problemas em começar com um clichê, desde que você não acabe em um, já disse Hitchcock. Nadine, 35 anos, é deslumbrante. Boa atriz, também é co-autora do roteiro e o dirigiu com emoção. O filme, lançado em 2007, foi premiado em vários festivais e indicado ao Oscar de filme estrangeiro. Ele nasceu do Projeto Residência, do Festival de Cannes, que promove novos artistas. E que, ao que tudo indica, fez bem em apostar em Nadine.
Mais delas -- Elo e Surama estão em Salvador para um show room de apresentação de seus trabalhos. Enquanto elas não voltam, dá para conferir algumas coisas aqui e aqui. - Por falar em Salvador, não há como não falar do livro Fábulas Delicadas, da Eliana Mara. É pura emoção com um texto leve e comovente. Você pode saber mais no blog dela aqui. - Três jovens lindas, jornalistas, decidiram explorar melhor o dom que possuem para a criação. Luna, Gabi e Milena fundaram a Tchau de Miss, especializada em acessórios e bolsas. Vale a pena conferir aqui. O blog delas ainda está em construção. -- A produtora Cláudia Carvalho acabou de reunir alguns dos vídeos institucionais produzidos por ela em um blog. Estão lá trabalhos feitos para Petrobras, Eleobras, Coppe e outros clientes. Confira aqui. -- Cláudia, estilista carioca, acabou de fundar a Clo, marca de roupa infantil de 2 a 12 anos que privilegia conforto, design e qualidade. Veja mais aqui. -- Que tal uma personal gourmet que vai se dedicar em uma semana a elaborar um cardápio do jeito que você gosta e dar todo o treinamento necessário para que ele seja implantado? Esse é o novo projeto da Tiana Lefréve, que se não bastasse todo seu conhecimento gastronômico ainda fez um ano de curso na Escuela de Hosteleria Hofmann, em Barcelona. O email dela é crislefreve@gmail.com.
O jogo dos sete acertos Conversando com várias amigas, percebemos que há algumas coisas que são essenciais para que uma mulher possa se dedicar ao romance, sexo e cumplicidade com os homens sem a necessidade que eles se tornem seus maridos ou vivam sob o mesmo teto. Ou seja, uma mulher pode viver perfeitamente feliz se tiver:
1) um bom salário 2) um bom gerente de banco 3)uma boa babá ( se ainda tiver filhos pequenos) 4)um bom contador 5)um bom mecânico 6)um bom despachante 7)um ótimo zelador
Essa não é, entretanto, uma cínica ou amarga crítica ao casamento. Com minhas experiências nessa área, até seria hipocrisia se fosse assim. É só uma observação que, no final, até favorece os homens. Afinal, são sete para substituir um. Mas para quem ganha esse jogo, a vida pode ser bem mais prazerosa também, não?
I found a reason Ela, Cat Power, estará dia 18 no via Funchal. Eu, provavelmente, não poderei ir. Mas para quem pode, é melhor ir atrás dos ingressos logo. Mais do que vale a pena.
Em um palco redondo gigante no estádio do Barcelona, o U2 deu início esta semana à 360º Tour. Aqui, o abre do show, com Angel of Harlem e um trecho de Main in the Mirror, do MJ. O vídeo não é dos melhores, mas gosto do ângulo que mostra bem o Larry. Seria bom ter estado lá, não?
Quando você está cheio de problemas nada melhor do que descobrir que seu carro tem um clone. Perfeito!! O primeiro sinal veio com uma multa por eu não ter usado o cinto de segurança em uma avenida. Só que a avenida fica em Itu. Isso mesmo, Itu. Não vou naquela cidade há anos. Na semana seguinte o problema foi excesso de velocidade. Em Londrina. Ou seja, o clone roda bastante. E essa última foi pior, com foto. Um carro da mesma cor e marca que o meu e a chapa idêntica. Quais as alternativas para corrigir isso? As piores possíveis, tenham certeza. Uma delas é fazer um B.O. dizendo que você desconfia que seu carro tem um irmão gêmeo por aí. E o que faz a polícia? Desconfia de você. Ela apreende seu carro até que se descubra o clone. Só que para ser legalzinha, lhe dá o carro em garantia enquanto isso não acontece. E quase nunca acontece, dizem os especialistas. A não ser que o dono do clone seja pego em uma blitz e com o carro fichado tudo possa ser, finalmente, resolvido. Agora, imaginem se for eu a cair em uma blitz? Vou ter de provar que sou a fiel depositária do carro, óbvio. Se tiver uma gota de álcool no meu organismo então, esquece. Uma infração comprovada e uma suspeita. Já era. E o advogado, para meu desespero, diz que esse é um dos piores problemas para ser solucionado. Só perde para a clonagem da carteira de habilitação. Bom, desse risco eu escapei. Afinal, quem vai querer clonar uma carteira cassada por excesso de pontos? Ufa !!!
Bazar da Matilde Bom, vamos falar de coisas boas. Nos dias 5, 6 e 7 tem Bazar da Matilde. Teoricamente é o bazar do dia dos Namorados, mas na verdade é mais um motivo para festa e para mostrar trabalho de muita gente boa. Tem desenhos belíssimos da Eloisa Marques, os trabalhos artísticos da Surama feitos com material reciclado, o batik da Jussara Cardoso, e muitas outras produções que valem a pena. Para quem não conhece vai ser em um espaço muito legal, um charmoso sobrado na vila Madalena, que pertence ao casal Letícia e Marcelo. Ela é chef de cozinha de primeira linha e costuma organizar eventos temáticos fechados, principalmente o Cozinha da Matilde. Marcelo, cardiologista, faz parceria com a mulher, conduzindo tudo com muita descontração, em um ambiente agradável, com quintal no fundo, mesinhas para acomodar os convidados, quitutes, bebidinhas... Quem quiser mais detalhes confira no site.
Participações especiais Uma miscelânea. Às vezes são gravações ao vivo e a qualidade nem sempre é boa. Isso quando não vira uma festa, ou uma bagunça se preferirem. Às vezes são de estúdio mesmo. Mas gosto quando eles se misturam. Como não consigo dar uma ordem nesse treco, se é que tem alguma, vai do jeito que o site decidiu mesmo. Nem todos vão gostar de tudo, claro. Mas espero que apreciem uma ou outra, pelo menos. Senão, fica para a próxima. Como não dá para ver em todas as músicas quem acompanha, coloco aqui. Tem Erykah Badu and Common, Eddie Vedder e Strokes, Michael Stipe e Nenneh Cherry, Peter Gabriel e Sinead O´Connor, Arcade Fire e David Bowie, Bono e The Corrs, e Bruce Springsteen e Sting. Não falei que era uma mistureba? Hasta la vista.
Minha tia sempre dizia que quando o céu está inquieto e as revoadas de anjos estão cada vez mais intensas o melhor é ficar quietinha, fazendo algo que você gosta e mentalizando coisas positivas para as pessoas, estejam elas onde estiverem. Não há muito o que falar. Escolhi essa foto porque me passa uma certa tranquilidade. Um final de tarde em Manaus, morno, um céu quase bíblico. E como não pode faltar música, selecionei alguns covers. Hasta la vista. Fiquem bem.
Não tem dias que a gente se sente assim? E nem precisa ser vizinha da usina de Angra II para ter essa sensação.
Who´s the boss? Eu não tenho cachorros. Mas, de vez em quando tenho uma hóspede em casa: Maia, a maltês da minha filha. Nada contra, ela é uma graça e sinto falta quando ela vai embora. Mas sempre estranho aquele momento de levá-la para passear. Como diz o Seinfeld, se chegar um E.T. e te ver andando atrás de um cachorro, com um saquinho na mão, esperando que ele faça cocô para, então, andar com um saquinho cheio de cocô, quem ele vai achar que lidera o planeta? Ele é ainda mais radical:"se depois de 50 mil anos de civilização chegamos a esse ponto, é melhor desistir. Em alguma hora as coisas deram errado.Vamos cair fora, dar a vez aos insetos ou quem for o próximo da fila". Não deixa de ter razão, se bem que por uma interminável lista de outros motivos.
Dream Party Olha só a festa que blogueiro Guilherme Valadares vai dar na quinta, no Sonique, às custas da Absolut. Ele ganhou o concurso faça a sua dream party, promovido pela empresa. O tema dele é "In an Absolut World there is always a great reason to meet new people" e a idéia é que todos interajam e saiam de seus mundinhos. A balada é aberta ao público(mais ou menos, não?)e todo mundo que chegar vai receber um cartão colorido e quando quiser um drinque tem de achar um outro convidado com um cartão da mesma cor. Cada cor corresponde a um tipo de drinque e um brinde para quem adivinhar com que bebida ele será preparado. Também haverá um correio elegante moderno e a troca de mensagem será mostrada em um telão. Ai, que medo. Mas não é muito melhor do que fazer uma passeata dos sem namorados?
Jantar com música Uma dica que a Andarilha me passou. O chefe de cozinha Sam Mason sempre convida bandas novas que estão em turnê em Nova York para uma sessão gastronômica em seu loft. Os vídeos dos encontros e de parte dos shows dos músicos estão aqui.
Babação descarada Alguém além de mim teve vontade de vomitar na entrevista que o Jô Soares deu para a Marília Gabriela? Credo!!! Ela babou tanto a ponto de ele dizer que voltaria mesmo outras vezes. "Para ser elogiado o tempo todo". Até o ego concretado achou demais. Quem não viu, fez bem. Do Eike Batista, eu passei. Aprendi a lição.
Ufa! Tem hora que é mesmo bom sair um pouco fora. Essa é a Natasha Khan, que tem o nome artístico de Bat for Lashes.
Às vezes, manhãs mornas me lembram alguns lugares. Hoje, deu vontade de passear pelas ruas do Palermo, olhar vitrines, tomar um capuccino, me divertir com as perfomances, andar nos parques e pensar tranquilamente no que fazer mais tarde. É o que alguns amigos devem estar fazendo lá, nesse momento. Saudades. Mas são grandes as chances de eles estarem nos imaginando aqui,indo até o Ibirapuera, passeando pela feirinha do Masp, tomando café no Santo Grão, pegando um cinema mais tarde. Interconexão
Nordeste
O Neilfalou há algum tempo da diferença de mobilização entre as enchentes de Santa Catarina e as do Nordeste. Bom, já tem um movimento grande de ajuda. A Celine fala disso e passa links das comunidades, inclusive blogueiros, que estão se organizando para ajudar. Passem por lá.
Zé A cena foi rápida e não pude ver direito. Mas tive quase certeza que o Marinho tinha flores nas mãos quando viu o Zé Rodrix. Não sei se chegou a entregá-las. Mas o sorriso deu para ver direitinho.
Vi esse vídeo na Sabrina. É um karaokê coletivo que a T-Mobile, operadora de celular, fez na Trafalgar Square. Tem gente pendurada até na National Gallery. Não é de morrer de saudades de Londres?
-- Patty, sobre aqueles pedidos que você disse que era para fazer, eu escrevo e assino? -- Assinar? Não sei, mãe. Me falaram que é para ler e mentalizar toda noite. -- Mas sem assinar? -- Sei lá. Imagino que é uma coisa de mentalização. Não sei se tem burocratas do outro lado do universo carimbando os desejos e mandando para repartições. -- Eu vou assinar. -- Mas é para pedir meeeesmo...Com fé. -- Eu sou uma pessoa de muita fé. -- Sem dúvida. Mas não é para colocar aquela condicional “se for para bem” que a senhora sempre fala quando reza. -- Lá vem você. Claro que eu peço para que as coisas aconteçam só se for para bem. -- Mas alguém lá em cima tem de saber o que a senhora quer. Só isso. Senão escuta o pedido e pode pensar, ah, ela não está com tanta pressa assim. Vou atender outros mais urgentes. -- Mas eu só quero que aconteça se for para bem. -- Mãe, a senhora não acha que Deus é pai, não é padrasto? Ele não vai te sacanear, ah, ela pediu isso, então vai ver o que eu vou mandar. -- Mas às vezes a gente pede algo sem saber que não é melhor para a gente. -- Mas não cabe à senhora já colocar condições. Assim pode sair da lista de prioridades. A senhora não acredita nele? Não acha que ele tem bom senso? -- Está bem. Então, quando eu for pedir algo para você eu tiro o "se for para bem", tá? Mas depois não reclama. -- Ei, ei... isso é uma ameaça?
Sem gelo Estou sem geladeira há dois dias. Como não tenho freezer, me sinto como se tivesse voltado ao estado primitivo e deixasse a caça apodrecer pelo caminho porque não há onde preservá-la. Pensar em uma cerveja gelada só se passasse um rio do lado da minha sacada e eu pudesse deixar várias latinhas para recolhê-las mais tarde. Deveria ter feito supermercado ontem, mas qual o sentido? Hoje o zelador veio buscar a minha geladeira quebrada. E devo confessar que foi uma visão meio melancólica vê-la indo embora. Tentei lembrar quanto tempo ela esteve comigo. Não consegui. Minha filha não consegue se recordar de outra geladeira. Eu só sei que ganhei de alguém, acho que presente de casamento. Mas qual? Ela era bege. É isso, mesmo, bege. Quem tem uma geladeira bege? Talvez porque não gostasse da cor é que a enchi de cima em baixo com imãs. Kitsch total. E agora fico pensando, será que vou colocar tudo de volta na minha geladeira BRANCA que, espero, chegue até o final da tarde? Acho que não. Bom, renovation...
Com muro Quem ainda não viu “Entre os muros da escola” não pode perder. Filme de Laurent Cantet que tem mesmo ares de documentário, como já foi dito. Você é transportado para uma escola em um subúrbio de Paris que é uma verdadeira panela de pressão. E que não deixa de ser o retrato da França hoje, com todos os conflitos com imigrantes e seus filhos, alguns que nasceram no país mas não o reconhecem como sua pátria. Muito por também não serem reconhecidos. E os professores, imperfeitos muitas vezes, que não conseguem "tocar" esse mundo. Sem finalzinho tipo todos aprenderam uma lição de vida. As frustrações estão em carne viva de todos os lados.
Uma amiga organizou um aniversário de 15 anos na semana passada e uma coisa me chamou muito a atenção. Uma menina que estuda no colégio da aniversariante também faria uma festa no mesmo dia e no mesmo lugar. As duas não chegam a ser amigas mas iriam dividir também o mesmo menino na hora da valsa. Ou seja, o "príncipe" correria de um lado para o outro. Eu fiquei pensando, com essa idade e já é preciso dividir o "mesmo"? A "carência" de homens interessantes e disponíveis começa, agora, tão cedo? Aí vejo a notícia do "movimento dos sem namorados" e fico ainda mais curiosa. Já tem até um site. Desconfio que tenha sido feito, em sua maioria, por mulheres jovens. As chamadas são: "Você não aguenta mais aqueles casos que somem depois do terceiro encontro? (típica queixa feminina) De saco cheio de ir para a balada e não encontrar ninguém que combine com você? Proteste". Proteste? Acho que os protestos são legítimos, sem dúvida. Mas para quem esse protesto é dirigido? Para o IBGE, que não faz um cadastramento adequado e não coloca na Internet o nome dos "disponíveis", por ordem de idade, sexo, preferência sexual, cidades, etc..? Para os barzinhos e baladas que permitem a entrada de pessoas que não querem se envolver? Para os pais e tios que fizeram péssima propaganda dos relacionamentos mais "sérios" e ajudaram a formar dados catastróficos sobre isso? Para os sites de relacionamento que não estão sendo eficazes? Para Deus? Para o diabo? Para quem? Bom, com certeza, o público-alvo desse movimento é grande afinal são 53 milhões de solteiros acima de 18 anos no país. Estão até marcadas duas passeatas, uma no Rio, dia 15 e outra em São Paulo, dia 17. Que ou se tornam uma festa, o que é bem provável porque, afinal, tudo acaba em festa, ou um mico. Depende do pique dos que irão. Eu torço pela primeira hipótese. Mas aí tenho um pouco de receio quando me lembro do filme Um grande garoto, baseado no livro About a boy, de Nick Hornby, onde Hugh Grant frequentava encontro de mães divorciadas ou que tiveram produções independentes para se dar bem. Sem nenhuma vontade de "namorar", apenas ter casos eventuais uma vez que havia ali um estoque de mulheres carentes. Espero que não seja o caso. Boa sorte, moçada. E rápido porque o dia dos Namorados está chegando.
Borges Memórias do Mundo. Assisti a essa peça no sábado e recomendo. Mas para quem conhece pelo menos um pouco do mundo de Jorge Luis Borges porque o autor do texto, João Paulo Lorenzon, não faz nenhuma concessão para os que nunca leram algo do escritor argentino. Trata-se de um monológo, com a atuação do próprio Lorenzon, onde é feita uma viagem pelo mundo e memórias do escritor argentino, a perda de Beatriz, o frágil limite entre sonhos e realidade, seus labirintos, minotauros, alephs, tigres, espelhos, o escrever e o ler, sua progressiva cegueira. E até o amarelo, que nunca lhe faltou e que me fez entender algumas coisas. A peça está no Espaço Viga até o dia 28 de junho.
Estava eu viajando pelas belíssimas fotos de Benedict Campbell, seguindo a dica do blog Arq_Bar, quando olha só o primo de quem eu achei. Quem quiser ver mais dessa artista gráfica e fotógrafa, clique aqui.
A loucura do terror ou o terror da loucura Eu não consigo ver um filme de terror, ou de muito suspense, sem saber logo o fim. A minha teoria é de que sabendo o fim não me prendo ao que vai acontecer e consigo prestar atenção a todos os detalhes do filme. A prática é que não há detalhes e, geralmente, tudo se resume apenas ao clima de suspense. Foi mais ou menos assim que ao assistir ao Sexto Sentido com minha filha, antes de entrar na sala de projeção, olhei para o cartaz e tentei decifrar porque a crítica do jornal dizia que você não podia deixar que alguém te contasse o final. Então, se o menino enxerga dead people, será que........? E pensei em voz alta. Nos primeiros minutos do filme minha filha veio com um, ai, não, mãe, não acredito. E, sem querer, assistimos ao filme sabendo o fim. Eu, mais tranquila, prestei atenção em todos os detalhes. E ela, raivosa, prometeu que nunca mais veria um filme de suspense comigo. A meu favor foi que eu apenas chutei, se foi gol, frango do goleiro. O que eu descobri nesse sábado foi pior. Ao assistir Atrizes, dirigido e estrelado por Valeria Bruni Tedeschi, irmã de Carla Bruni, percebi que não estou mais resistente a acompanhar o desenrolar da loucura de alguém. E em alguns momentos do filme cheguei a fechar os olhos para não ver até onde as pirações daquelas mulheres as levariam e a todas as situações de constrangimento que elas passariam por conta disso. E, de alguma forma, eu sabia quais seriam. Mais ou menos parecido com “eu tenho vergonha pelos outros”. Só que a versão “eu sei onde você vai chegar e isso não é aceitável, acredite em mim”. Claro que se eu estivesse com o Gabriel Byrne, em um capítulo de Em Terapia, seria um prato cheio. Mas isso é outra história.
Eu estou finalizando um projeto que pode acabar em livro. E que fará sucesso, com certeza. Mas vou adiantar umas partes aqui. Trata-se de uma dieta que se baseia no poder da mente. Como tive a idéia? As pessoas vivem me dizendo que para emagrecer você precisa comer de três em três horas senão seu organismo acha que você não irá se alimentar tão cedo e começa a armazenar gordura. Tudo que você comeu antes dessas três horas vai se transformando em gordura para você ter condições de enfrentar todas as intempéries que seu organismo imagina que virão pela frente. Bom, se seu organismo acha isso então é porque ele tem pensamentos próprios. Ele “pensa”, elementar. Mas como você também pensa, então o melhor é tentar dominar o pensamento de seu organismo. É aí que entra a mentalização. Nela você vai imaginar durante o dia que toda caloria que você fixar seu olhar será absorvida. Esse comando será enviado para seu organismo que se prepara para receber aquela tonelada de alimento. Mas o truque é que você não vai fazer isso. Então seu organismo, que estava preparado para aquilo, vai ter de no final do dia dar descontos por calorias não ingeridas e é aí que você emagrece. Ou seja, você pode olhar para um caldeirão de feijoada e mandar o recado: “vou comer tudo isso”. Mas é preciso olhar com convicção, para que ele acredite que você, realmente, vai comer tudo aquilo. Mas você só come um prato cheio e seu organismo vai ver que a conta não fechou e que é preciso tirar todo aquele excedente que estava no almoxarifado. As coisas ficam muito mais fáceis porque você vai emagrecer por cada caloria que você olhou, mas não comeu. Quanto mais você olhar, mais você emagrece, independente do que você comer. Esse regime tem um problema porque vai exigir uma mentalização muito forte. Não se aplica, por exemplo, ao caso de uma amiga minha. Ela diz que faz tudo certinho, come pouco e tal. Mas que “engorda mesmo é na larica”. Aí não dá, está fora do controle dessa dieta. Sorry.
Virada
Quem vai ficar em São Paulo no feriado já deu uma olhada no programa da Virada Cultural? O problema da Virada é o tamanho dessa cidade. Como se você conseguisse ver o Jon Lord, ex-Deep Purple, tocar com a Orquestra Sinfônica Municipal (que isso?) na avenida São João, corresse para a ressurreição de Clara Crocodilo, no Teatro Municipal, seguisse para o show do Duofel, no CEU Vila Atlântica (onde será que é isso? ), conseguisse assistir Cachorro Grande no CEU Aricanduva, depois ao SESC Santana para ver Lenine, parasse no Villa-Lobos para o Patife Band, e voltasse para o Municipal para o Gismonti. Claro que sem deixar de dançar no baile da banda Glória no Museu da Casa Brasileira. E ainda parando para ver as inúmeras performances espalhadas pelas ruas do centro. E domingo, ai, tem mais. Se bem me conheço, a tendência é ver uma ou outra coisa e depois ficar tomando chopp sossegada na Vila e vibrando com o que as pessoas chegam contando, eufóricas, de tudo que assistiram. Boa sorte.
Remix
Podem reclamar à vontade. Mas gosto desse remix que o inglês Thin White Duke fez para Viva la Vida, do Coldplay. Aquela mesma música que o Satriani disse que "quase chorou" quando ouviu porque era plágio de uma música sua. Um pouco de exagero, acho. Curtam e bom feriado.