Enquanto todos estiverem ardendo com calor que deve fazer nessa parte do planeta, minha alma estará buscando iluminação, meu corpo uma lareira e minha câmera os melhores momentos. E do gelo voltarás, ainda mais quente.
In my head
Lá estava eu, vibrando, cantando, pulando, torcendo meu pé....mas feliz. Queens of the stone age, o melhor show do SWU.
Live and let Die
Lá estarei eu, vibrando, cantando, pulando, torcendo meu pé...mas feliz. Antes de partir para o gelo.
Meio cansadinho, com muitas olheiras, mas charmoso e gostoso. Che vive!
Última refeição
No feriado, eu peguei um vôo da Webjet que simplesmente freou no ar. Meus amigos dizem que a perda de velocidade repentina, por conta de algum problema, pode dar essa impressão. Sei lá, para mim ele freou. Imediatamente acenderam os avisos para colocar o cinto e até as aeromoças correram para suas cadeiras. Então, boa coisa não era. O mais engraçado é que você pensa quais seriam suas últimas palavras, ou, no caso, pensamentos. Eu só consegui pensar que não merecia ter como última refeição uma goiabinha Bauducco. Pobreza !
Dois amigos por um amor novo
Adoro pesquisas. Mas, sinceramente, nem sempre as entendo. A Universidade de Oxford, por exemplo, está me apresentando uma matemática meio doida. Segundo os pesquisadores de lá, a maioria das pessoas tem um círculo de cinco pessoas que elas encontram pelo menos uma vez por semana e com quem contam nos momentos de crise. Quando você começa a sair com alguém, esse número cai para quatro, porque você perde dois amigos e incluí o novo namorado, ou namorada, na roda. Esses dois seriam, dizem, um parente e um amigo. Ou seja, quando você iniciar um novo relacionamento já comece a pensar na escolha de Sofia que terá de fazer e quem deixará de lado, senão não cabe o novo affair. Não são estranhos esses ingleses?
Austrália?
Tenho visto muitas pessoas dizerem que diante do quadro eleitoral querem mudar de país. Eu também penso nisso às vezes, para falar a verdade. Só que os motivos talvez não sejam os mesmos. Para mim, se nos próximos quatro anos o tom da mídia permanecer o mesmo do que, tristemente, vejo agora, talvez a Austrália possa ser um lugar melhor para viver. Sem ter de conviver com factóides, apurações mal feitas e contraditórias, e com a falta de discussões sérias e sem rancor sobre o que o país precisa. Não que faça diferença, o Brasil vive um momento tão diferente e interessante que a mídia não está conseguindo acompanhar e está se descolando do seu papel. E é justamente isso que dá uma tristeza. Bom, naquela ilha eu, de, quebra, ainda posso ficar quietinha em um canto da praia, vendo o balanço dos surfistas nas ondas e as pessoas alegres e felizes. Que nem pensam em se desgrudar da rainha, vejam só. Pelo menos lá mergulharei com verdadeiros, e talvez mais inofensivos, tubarões. É, talvez seja um bom lugar. E para os que se surpreenderem com minha fuga eu ainda posso dizer, "faz de conta que eu nem vim".
Honestly OK
Talvez a resposta não seja a mesma amanhã. Mas hoje, para quem perguntou, é essa. By Dido. Sorry.
A situação é ruim, como sempre: repressão a um protesto estudantil em Valparaíso, no Chile. Mas a foto do Eliseo Fernandez, da Reuters, ficou muito boa.
Um dia desses, um amigo e eu conversávamos sobre vários assuntos, até que ele começou a falar sobre como o ser humano é complexo, mesmo que aparententemente simples. Eu pergunto, quase que distraidamente, qual o nível de complexidade que ele me atribui. E a resposta quase me derruba: zero. Zero?
Não faz o menor sentido. Se praticamente todas as teorias da personalidade existentes consideram que ela é algo complexo, como posso ser zero? Rindo, ele responde que, inacreditavelmente, é assim mesmo. Ou seja, se ele escrevesse um livro em que a trama é totalmente influenciada por perfis variados e ricos, eu nem figuraria ou seria a personagem saltitante, sem nada a acrescentar ao enredo. Depois de falar de pessoas que convivem com inúmeros conflitos, com muitas dúvidas, com o ciúmes, com a inveja, com o ódio, com a fraqueza, com a paixão descontrolada, com os vícios, com a sensação de rejeição, a de se sabotar continuamente, dos complexos de alta e baixa, dos desejos proibidos e inconfessáveis, e uma série de outras coisas, lá estaria eu no final, a simplesinha, a bobinha, a alegrinha, a superficial, a desinteressante. Feliz da vida, enquanto todos se matam.
Eu me senti a própria inspiração de Kurt Cobain quando compôs Dumb. Só me restava protestar, mesmo sabendo que se o julgamento é esse, não há muito o que fazer. Mas apenas o fato de aparentar esse zero complexo deve representar um desvio gravíssimo, não? Muito, mas muito difícil de entender. Ou então, de repente, sei lá, posso descobrir que não tenho tolerância a tirar zeros. Esse pode ser o detonador de uma personalidade múltipla e enlouquecedora.E sabe-se lá que monstro pode sair da caixinha. Bom, qualquer coisa, vocês já sabem a quem culpar, não?
Californipot
Muita boa a maneira que a Califórnia decidiu sair da crise: liberando geral a maconha. E você, californiano, como vai votar no plebiscito dia 2 de novembro?
Fica quietinho...
Alguém sabe o que Bush está fazendo? Poucos. Nesse ponto o dumb mor parece ter sido mais esperto que seu "amigo" de guerra, Tony Blair. Não é que o cara resolveu escrever suas memórias e, com isso, relembrou todo mundo das mentiras que contou para justificar a presença da Inglaterra no Iraque? E a imprensa britânica só falta fazer um movimento "por que não te calas" para o cara. Aliás, ex- "o cara".
O massacre do "serra" elétrico
Uma vitória de Dilma no primeiro turno pode colocar o futuro político do senhor das trevas em uma situação muito complicada, não há dúvida. No entanto, ao contrário do que dizem, ele não estará só se esse cenário se confirmar. Perde a grande imprensa também, que mais uma vez está recebendo um aviso de que se foi o tempo em que conseguiam eleger um presidente pelas páginas de seus jornais ou até com a edição tendenciosa de um debate. Nem todo o bombardeio durante o governo Lula tirou do presidente os altos índices de popularidade. E nem toda a campanha quase explícita a favor do candidato do PSDB parece evitar que ele sofra essa humilhação. E, se nada mudar do que vimos nos últimos oito anos, ficaremos mais quatro sem uma oposição inteligente e disposta a pensar no país e sem um debate adequado dos meios de comunicação social.
Ela está chegando, não percam...
Grande Erykah Badu, a realeza do R&B, está chegando ao Brasil. Em São Paulo, show no dia 29. Ainda bem que a condicional que ela está cumprindo por ter tirado a roupa para um clipe (foi o que coloquei aqui há algum tempo) não prejudicou sua turnê. Não percam. Eu estarei lá !!!
Eu substituí minha velha Olympus por uma Canon com um pouco mais de qualidade de imagem e mais zoom óptico. E saí por aí testando que nem uma doida. Agora, só falta o curso de fotografia para entender melhor a luz, principalmente, e outras coisas que fazem uma boa foto. Mas farei logo, daí vocês que me aguentem.
Não tenho dúvida de que sempre é melhor rir. Mas me lembro bem da situação que minha mãe me disse "engole essa risada", da mesma forma que outras mães diziam com o mesmo ar autoritário, "engole esse choro". Ela havia se recusado a ser minha professora no primário, provavelmente porque achava que a primeira filha mimada se transformaria rapidamente no primeiro monstrinho da sala de aula. E ela seria obrigada a ser mais rígida e me dar castigos exemplares. Acho que tinha certa razão em preferir que eu me tornasse um monstrinho, o que já parecia inevitável, nas mãos de suas colegas.
Mas, durante um prova conjunta das duas salas, a minha e a dela, ela foi praticamente obrigada a se contradizer. Havia uma menina que estudava comigo, Angelina -- lembro o nome, vejam só, mas nem pensar em lembrar seu rosto -- que era boa aluna mas passava por momentos complicados. Sentada atrás de mim, ela não conseguia fazer a prova. Minha professora estava preocupada e pediu à minha mãe que "sugerisse" que eu a "ajudasse". Falando claro, que passasse cola ou soprasse as respostas no seu ouvido.
Minha mãe, para não contrariar a amiga e sabendo dos problemas da minha colega (que até hoje não tenho ideia quais eram, mas imagino que deviam ser graves), acabou cedendo. Ela praticamente sussurou o pedido de ajuda no meu ouvido. Minha primeira reação foi "ahnnn?", e a segunda, depois de confirmar que era aquilo mesmo que eu tinha entedido, uma tremenda gargalhada. Foi daí que veio a ordem "sutil" para que eu parasse de rir e fizesse o que tinha de fazer. E, mordendo os lábios, tratei de ajudar a menina.
Nunca mais tocamos nesse assunto, mas acho que no fundo minha mãe sabe que o meu lado B, totalmente desregrado, teve início naquele momento e com aquela frase.
A risada sempre foi uma companheira e uma encrenca na minha vida. Na verdade, muito mais companheira do que encrenca. Me trouxe descontração, leveza, alívio, esperança, mas me colocou em situações complicadas. Por força das circunstâncias do tal amadurecimento e das necessidades, aprendi, mais ou menos, a "engolir a risada". E quem diz o contrário não sabe o quanto poderia ser pior.
Não sei se por conta da idade, do avózinato, ou de outras coisas, percebo que a risada anda bem mais solta, o que é um bom sinal. Desde que mantidas as convenções, óbvio. Claro que quando o motorista do táxi me diz que a mulher no Irã iria morrer apedrejada porque "adulterou" o marido, não há como segurar. Mas gargalhar sozinha em um restaurante com o texto sarcástico de Anthony Bourdain já causa esquisitice. E não conseguir parar nem com os olhares indagadores, nossa, meio doida. Quem está acostumado a ver uma pessoa rindo sozinha mal conseguindo comer seu sushi?
Mas o pior mesmo são as situações sutis. Aquela em que as pessoas estão se levando tremendamente a sério, mesmo escancaradamente caricatas. Ou te dando conselhos, com a melhor das intenções, mas sem qualquer ligação com o seu mundo. Ou com o mundo de qualquer um. Nessas horas, a boa educação diz para você fazer de conta que não está percebendo e seguir adiante. Mas como fazer isso com o risômetro aberto? Lembre-se do que sua mãe lhe ensinou.
Algumas situações podem fazer com que você passe por insensível, mesmo que não seja verdade, por má educada, pode ser, por prepotente, nem tanto, ou por idiota, o que não é o caso. Enfim, por nada que você gostaria que lhe fosse atribuído ou que fosse revelado.
Há ainda as escolhas que você faz e não consegue mais se desvincular delas. Ao encontrar um cara interessante, que não conta piadas, porque nem gosto, mas me faz rir com observações inteligentes e sagazes, a entrega só não é imediata, porque há outros pontos a serem pesados, mas é mais que meio caminho andado. E se no relacionamento ele some, te deixa plantada porque tem compromissos que acha mais importante do que estar com você? Não faz mal. Se for esperto, sabe que uma declaração inesperada e divertida pode lhe render muito mais do que qualquer explicação mal estruturada. Está ciente de que te fazendo rir, o que não é difícil, o cenário muda completamente. E a canção continua no ar até que você não veja mais graça e de um basta de vez.
Não estou com essa bola toda para rir à toa. Mas, no fundo, gosto de saber que há mais leveza para essa espontaneidade. Mesmo que haja um preço a pagar. Bom, esse é mais um post do blog-terapia que, como qualquer análise, só interessa ao analisado. Sorry, o José Simão tem blog, é bem mais divertido e te faz rir facilmente.
Transformers
Como não rir de um filme cujo título é "Transformers, a vingança dos derrotados"? Não assisti nenhum deles, se é que são vários, mas imagino que o anterior foi um sucesso inesperado para os produtores que, obviamente, ficaram doidos por uma continuação. Mas os roteiristas, deduzo também pelo título,encerraram o outro filme com uma vitória massacrante do bem, seja lá quem eles forem, e,dessa vez, precisaram recorrer a todos os artifícios para promoverem uma nova batalha com os quase dizimados. Que, por sinal, devem perder novamente, porque, elementar, meu caro, não dá para os "derrotados" retornarem e sairem vitoriosos, não? Em Hollywood, uma vez perdedor, sempre perdedor. E se o foi problema da tradução do título, o espírito permanece. Bom, não vi e não verei, nem para saber se é isso mesmo.
A sombra do vento
Imperdível. Quem ainda não leu,vale a pena. O catalão Carlos Ruiz Zafón faz um passeio magnífico por vários gêneros, entrelaçando histórias e estilos na Barcelona da década de 40. É daqueles livros que você não vê nenhum problema em varar a noite lendo e lamenta quando acaba. Não foi à toa que Zafón foi considerado uma das maiores revelações literárias dos últimos anos. Confira. (eu havia chamado de A sombra do Tempo, mas atento Chorik me alertou para o erro).
Mais essa?
Uma sessão mulherzinha rápida, o Javier Barden precisava ainda ser o primeiro da lista dos homens mais bem vestidos da Vanity Fair? Era mesmo necessário? Só falta ser bem humorado, afe.
Naperville
Quem mora em Naperville e passa por aqui? Fique à vontade, mas eu fico curiosa.
Use what I got
Uma performance de Lucy Woodward no Joe´s Pub, em Nova York, parte do Public Theater. Está aí um lugar que eu quero ir. Fica aberto a semana toda e sempre tem performances e shows, às vezes até três por noite. Para quem está por lá, fica na 425 Lafayette Street. Beba e dance por mim.
O Mick Jagger continua liderando os trending topics do Twitter, e além de todos as maldições dos brasileiros, ganhou a curiosidade dos twitteiros de outros países. "Porque Mick Jagger tem sido o assunto mais comentado?", começaram a se perguntar todos aqueles que não moram no Brasil, não acompanharam a Copa, e não sabem da fama de pé gelado do sir Jagger.
Então, até que alguém explicasse, começaram a surgir vários comentários do outro lado: "quantos anos ele tem? 200?", "ele trocou a vida de roqueiro pela vida eterna?". Para alguns foi até um alívio e mesmo sem saber o motivo concordaram que se ele é o número 1 no microblog, e não foi por ter morrido, ainda há esperança no Twitter. E assim ele tem se mantido em evidência nas redes sociais, provavelmente contra a sua vontade, já que não precisa desse tipo de publicade.
No Facebook, surgiram fotos de todos os lados com camisetas da campanha presidencial. Ora apoiava a Dilma, ora o Serra. Como a que publiquei aqui (e lá, rs). E não faltaram as piadinhas, "ele declarou ser corintiano", "vamos torcer para você não ficar grávida, disse a Luciana", e assim por diante.
O Dunga e o Felipe Melo, agradecem, claro. Se nós, brasileiros, conseguimos achar uma vítima para dividir a culpa com eles, nada melhor, não? E mesmo a demissão sumária de toda a equipe técnica, que deveria ter sido comemorada com um "já vai tarde" ao som de vuvuzelas, acabou dividindo o espaço com o pobre Mick.
Na verdade, ele foi apenas um bom pai que levou o filho para ver futebol. E o menino Lucas, esse sim a maior vítima, deverá enfrentar uma barra quando voltar às aulas. De fogo amigo a inimigos declarados, além de uma nação inteira que sempre vai olhar torto para ele. Não dá nem para convidar o pai para assistir a um jogo seu no colégio, imagine a reação do time.
Está certo que os presentes e a mordomia devem ter compensado, e a mãe ainda deve fazer um trabalho "psicológico", talvez dizendo que não passam de um bando de pobres recalcados e recalcados pobres. Mas criança é criança, vale o dia-a-dia e a crueldade dos coleguinhas. Nada, claro, que uma estadia em Londres não resolva.
A única esperança de Mick sair de evidência é se a tal de Riquelme, que também esteve nos trendig topics, cumprir sua promessa de tirar a roupa, mesmo com o Paraguai perdendo. Ou seja, ela ia ficar nua de qualquer jeito.
Apenas as crianças choram...
Ainda no rescaldo de Copa, me partiu o coração quando minha sobrinha me disse, com uma carinha emocionada, que chorou muito quando o Brasil foi desclassificado porque "sentiu uma dor muito grande". E ela assistia o jogo com todos os aparatos, roupas, presilhas, vuvuzela e até um colarzinho com a bandeira. Não chegou ao desespero do Salomão, no Youtube, que ao lado de outras meninas que estão chorando, faz um berreiro danado. Ao ser consolado pela mãe, que lembra 2014, ele, dramático, diz que pode morrer até lá e então nunca verá o Brasil campeão.
Eu fiquei pensando que talvez uma forma de dar mais seriedade à seleção brasileira na Copa de 2014 seja a de fazer uma promoção para que apenas crianças assistam aos jogos do Brasil. Estádios lotados de crianças, todas de verde e amarelo, gritando, chorando, rezando, cantando. Com essa torcida, será que veríamos de novo a papagaiada do jogo com a Holanda? Duvido.
Índio? Acho que o senhor das trevas está precisando mais é de um pajé.
Take it easy Como essa Copa me deixou muito reclamona, um pouco de relax com Mika.
Eu sempre penso que vou ficar completamente alheia quando começa uma Copa do Mundo. Normalmente não acompanho futebol, então por que me envolver? Mas é só começar que lá vou eu de novo. Tanto que já estou torcendo para acabar logo e eu ficar livre dessa praga por mais quatro anos. Mas acontece cada uma nessa competição...
Só faltava a eliminação de Portugal para que o futuro proposto pela Nike desabasse. O último astro da milionária campanha "escreva o futuro" que ainda estava na Copa, Cristiano Ronaldo, aquele que só joga com seu ego, como diz Veríssimo, foi mandado hoje de volta para casa. Os outros que faziam parte da campanha, o italiano Cannavaro, o francês Ribery, e o marfinense Drogba, saíram na primeira fase, e o inglês Rooney, resistiu só mais um pouco. O único latino da campanha, Ronaldinho Gaúcho, nem foi para a África do Sul. E a América Latina emplacou quatro times entre os oito melhores do mundo, vejam só.
Esse seria o mico número 1 da publicidade envolvendo a Copa do Mundo, não fosse a trapalhada homérica do anúncio do grupo Extra, patrocinador da seleção, na Folha de São Paulo. A situação ficou tão complicada que obrigou até um aparentemente constrangido, mas com certeza furioso, Abílio Diniz a se manifestar no Twitter, pedindo desculpas pelo erro e culpando o jornal pela troca de anúncios.
Um erro simples, quase banal para um país louco por futebol. O texto da propaganda do Extra, patrocinadora da seleção, dizia: “A ‘l qembu le sizwe’ sai do Mundial. Não do coração da gente.Valeu Brasil, nos vemos em 2014". E, sempre é bom lembrar, ‘l qembu le sizwe’ quer dizer "seleção" em zulu.
Bobagem, não? Depois de Diniz falar que estava tão indignado quanto os brasileiros que leram o anúncio, a Folha divulgou uma nota onde diz que o erro foi do comercial da empresa, não da redação. Dos jornalistas é que não seria, nem precisava falar, não?
Pés frios e gelados
Foi forte a campanha para que o Mick Jagger não fosse ao jogo contra o Chile torcer pelos brasileiros. Depois de ele assistir a desclassificação dos Estados Unidos, ao lado de Clinton, e da despedida da Inglaterra, passou a ser considerado o maior pé frio. Mas parece que quem tem pé gelado mesmo é o Eddie Vedder, do Pearl Jam, que antes do jogo postou no twitter um pedido de desculpas aos brasileiros pois ele iria torcer para seu querido Chile. Agora, quem sabe ele se lembra das suas felizes passagens pelos coffee shops de Amsterdã e resolve torcer pela Holanda, não?
Maradona
Por mais que fiquemos irritados, ele é o cara. Montou um time e tanto, que deve dar medo aos adversários só de olhar. Não com uma técnica impecável, mas com talentos, garra, e uma vontade alucinada de ganhar que dá a impressão que eles até crescem quando entram em campo. E o técnico baixinho não se intimida por nada, encara todo mundo de frente, pula, grita, e não se constrange nem um pouco em dar beijinhos de comemoração nos jogadores. Uma figura.
War
Li em algum lugar mas não consigo lembrar onde, então me perdoem a falta de crédito. Mas a frase é brilhante. "Objetivo da Copa 2010: eliminar a Europa, Ásia e um terceiro continente à sua escolha".
Vivo
Os espanhóis do grupo Telefónica torcem para que a vitória da seleção espanhola hoje, mandando os portugueses para casa, seja uma prévia do que vai acontecer amanhã em Lisboa, quando o conselho de administração da Portugal Telecom vai discutir, mais uma vez, a proposta da empresa pela compra da totalidade das ações da Vivo. Em um esforço de última hora, a Telefónica elevou a sua oferta para garantir o controle da Vivo para 7,15 bilhões de euros. Os portugueses resistem. Não sabemos ainda como se comportará a arbitragem....
Cristo Redentor
A reinuguração do Cristo, amanhã, promete ser um belo espetáculo. Com as cores verde e amarela, claro.
Memórias de outra Copa
Na Copa de 2002 assisti a maior parte dos jogos em Londres e apenas os dois últimos, inclusive a vitória sobre a Alemanha, em Amsterdã. Foram momentos inesquecíveis.
Eu guardei a tabela que veio junto com a Time Out e a atualizava a cada jogo. Por conta disso, me tornei um figura popular na escola onde estudava, já que alemães, italianos, franceses, portugueses, coreanos, japoneses, colombianos, venezuelanos, argentinos, mexicanos, suíços, sei lá mais de onde, e até os ingleses, sempre procuravam " a brasileira que tem a tabela" para saber quais seriam os próximos jogos dos seus times.
-- Aprendi rápido que não devia perguntar a um latino, com exceção dos argentinos, para quem eles estavam torcendo quando a disputa envolvia algum time latino. "Para os latinos, claro", sempre respondiam, com olhar de espanto por eu não saber disso. Tentei adotar essa prática, mas balancei um pouco hoje no jogo com o Japão, afinal temos aqui a maior colônia japonesa, não?
-- A comemoração dos ingleses no dia que eliminaram a Argentina demorou um dia inteiro. À noite ainda estavam de porre, dançando pelas ruas. Impressionante. E eu guardei o tablóide, cuja capa era a foto de uma cobrança de falta em cima dos argentinos, e o título, "não esqueçam a bagagem de mão".
-- Triste ver um italiano sentado na escada, chorando pela eliminação do seu time. Debulhando em lágrimas, sem qualquer constrangimento.
-- Para os mexicanos, nada poderia ter sido pior do que terem sido eliminados pelos Estados Unidos. Inconformados.
-- Passando em frente a um irish pub à noite, e vendo vários irlandeses com suas bandeiras, cantando e dançando, fiquei em dúvida se tinha visto certo o resultado do jogo deles com a Espanha. Não, eu estava certa, os espanhóis venceram e eles foram desclassificados. Mas iriam beber de qualquer jeito.
-- Véspera do jogo Inglaterra X Brasil, pub cheio e a certa altura descobrem que sou brasileira. Recebo Guiness de graça e muitas provocações, do tipo, vamos ganhar porque o Ronaldo sempre treme em final. Petulante, como toda brasileira até prova em contrário, só respondia que havia um erro na análise deles, aquele jogo não era a final da Copa, apenas a final para eles. Claro que só falava isso porque estava acompanhada de um inglês que por mais que não concordasse, também não reclamava. E fomos embora bem rápido.
-- Mas, infelizmente, para um inglês fanático nem um affair com uma brasileira pode resistir à vitória do Brasil, desclassificando o seu time. Ele leva dois dias, pelo menos, para voltar a falar com ela.
-- O israelense em Amsterdã, quando descobre que sou brasileira, me convida insistentemente para assistir à final, com meus amigos, no seu café. Ele queria muito estar ao lado de brasileiros quando a Alemanha fosse derrotada. Ele acertou o resultado, só não estávamos ao lado dele. Mas imagino como comemorou.
Tonight Para começar a me desapegar desse mundo futebolístico, nada melhor do que voltar ao mundo musical com a sueca Lykke Li. Ela é ótima.
O clima de Copa do Mundo deixa todo mundo alterado, sabemos. O jogo do Brasil com a Costa do Marfim foi uma prova concreta. Não é preciso entender de futebol, como é o meu caso, para saber que a tão temida "retranca" dos marfinenses não passava de pura truculência. Para piorar, um juiz francês babão, que perdeu o controle e se mostrou incapaz de apitar um jogo desse tipo, fazendo uma besteira atrás da outra, uma inclusive nos beneficiando. Seu desempenho se somou ao triste papel que os franceses estão fazendo nesse Mundial. O Brasil jogou melhor, ganhou, e tudo poderia ficar só na alegria.
Mas, infelizmente, à truculência se soma a falta de educação e, nesse ponto, ficamos devendo para o mundo todo. O ressentimento de Dunga com a imprensa, e seus palavrões, não são novidades, mas foram o ponto baixo da coletiva de imprensa após o jogo. Depois de provocar o jornalista Alex Escobar, da Globo, ele passou a sussurrar palavrões, feios mas até infantis, sem perceber (ou até sabendo disso) que os microfones estavam abertos. E foram traduzidos para toda a imprensa internacional.
Não conheço o trabalho de Escobar, mas não há muita defesa para o papelão do técnico. E mostra mais uma vez o seu baixo nível. Bastava ter dito, jogamos melhor que os adversários, jogamos melhor que o último jogo, podemos jogar ainda melhor, a expulsão do Kaká foi injusta, o outro time pegou pesado, o que fizeram com o Elano foi um absurdo, eita arbitragem ruim, ou qualquer outra coisa relativa ao jogo. Já não estava de bom tamanho?
Isso só mostra um cara completamente desequilibrado, que não consegue nem relaxar e curtir a alegria do momento, esquecendo da imprensa, dos elefantes, das zebras, do escambau. Ninguém quer um lorde de técnico, mas não precisamos de um ogro. Com uma legião de Dungas falando, acho que prefiro o som das vuvuzelas.
Porque não te calas?
Ao ouvir declarações desse tipo, não há como não pensar, por que não te calas, Dunga? E é aí que mora um outro perigo. Dá para entender o entusiasmo do alcance da campanha "Cala a boca, Galvão", ecoando no exterior e mostrando a forte participação dos brasileiros no Twitter. Mas acho que é preciso tomar muito cuidado porque ao lado de uma saudável manifestação coletiva há um nível de autoritarismo que pode ser reproduzido facilmente.
E isso, para mim, esteve explicíto no título de um artigo da revista Época, "Cala a boca, Dilma". Como alguém pode pedir a uma candidata à presidência da República que cale a boca, justamente em um momento que todo o Brasil precisa que ela fale para, a partir daí, decidir seu voto? Se ela vai falar um monte de bobagens, que as diga, assim fica mais fácil para o Senhor das Trevas, não? Que, com certeza, tem o voto do articulista em questão.
Curtas
Vamos aos alhos e bugalhos desse Mundial, porque, afinal, ninguém é de ferro e ainda estou tomada pelo espírito World Cup:
-- Drogba foi um dos poucos marfinenses que não aderiu à pancadaria. Ufa !!
-- "Ei, pare com isso, mão de Deus só tem uma". Foi assim que o diário argentino Ole bombardeou as declarações de Luiz Fabiano sobre o gol que, como ele reconheceu, teve"mão santa". E só faltou o jornal dizer que se Deus é brasileiro, como gostamos de falar, as mãos dele são argentinas.
-- Paris não merece. Triste a faixa dos franceses durante o jogo do Brasil, pedindo à sua seleção que respeitem os torcedores. E Ridéry ainda declara, emocionado, "o mundo está rindo da França'. Não, querido, não está rindo. Está chocado. E sobrou cabeçada até para o Zidane.
-- Bonitinhos, mas ordinários. Não consigo pensar em outra frase para o resultado do jogo da Azzurra com o time All White. Triste Itália.
--Por falar em neo-zelandeses, a torcida daquele país devia estar embalada com muito mais que amor ao time. Nem o "frio senegalesco" impediu que eles tirassem a roupa, homens sem camisa e mulheres de top. Impressionante.
"...Todos os seres têm de morrer, disse Pedro, os homens como os outros, Morrerão muitos no futuro por vontade de Deus e causa sua, Se é vontade de Deus é causa santa, Morrerão porque não nasceram antes nem depois..."
Trecho de O Evangelho Segundo Jesus Cristo, o livro que fez eu me apaixonar por ele. Brilhante.
Foto de Sebastião Salgado, tirada em Lanzarote, onde Saramago viveu e morreu.
Até um belo casaco de Herchcovitch consegue ficar estranho quando se trata de Dunga. Alguém disse que o capitão Nemo não via a hora do jogo acabar para pegar o casaco de volta. Outro que ele se vestiu de Corto Maltese e levou os jogadores por uma navegação meio estranha. Quem sabe se o estilista der alguma orientação técnica ajuda nos próximos jogos?
As luvinhas de Kaká também não convenceram. Um ano sem Michael Jackson? Ou o pobre estava com 39 graus de febre que nem as corridas pelo campo esquentaram suas mãos? Estranho ele estava mesmo.
E a Jabulani, não acabou sendo solidária? E as vuvuzelas que obrigaram os comentaristas esportivos a usarem microfones especiais para abafar o barulho. Muito curiosa essa Copa.
Mas o bom mesmo é assistir ao jogo com uma mesa farta de frango com pequi, canjiquinha, bobotie, a comida preferida do Mandela, e biltong. Tudo a cargo de Tita, do Canto da Vila Madalena.
Claro, ouvindo boas histórias das amigas. E uma vez ou outra alguém (mulher, ok?) gritando, vai mocinho. Afinal, quem é obrigada a saber o nome de todo mundo?
Lakers
Melhor, mesmo, foi a vitória do Lakers no sexto jogo da final, empatando o placar com o Boston Celtics e obrigando o sétimo, e último, jogo. E em Los Angeles. Dá-lhe Kobe Bryant e Pau Gasol.
Há um bom tempo, eu assisti um jogo no Staples Center, em Los Angeles. Lakers X Rockets, do Texas. E com direito a Jack Nicholson gritando na quadra como se fosse um técnico. Ao lado de Denzel Washington. E Magic Johnson jogando. Inesquecível.
Amor
É muito difícil descrever a nossa emoção quando a gente tem um filho. Você acha que talvez não alcance um sentimento daquele de novo em sua vida, a não ser, claro, quando tiver outro filho, o que não foi meu caso. Mas quando você vê pela primeira vez a carinha de um neto, compreende que sim, é possível viver aquela sensação de novo. Um segundo depois de olhar aquela carinha, tudo que você consegue pensar é, meu deus, há quanto tempo que te amo. E imediatamente você perde a compostura e a dignidade e se transforma em uma babona completamente ridícula. Me aguentem. Maitê, minha paixão, merece.
Casa nova
Sumi daqui. E sei que ninguém sentiu falta. Mas foi um período muito interessante, de grandes transformações e mudanças. Para começar, mudei de casa. Agora, moro ao lado de um parque onde adoro caminhar, escutando música, olhando o belíssimo lago, e às vezes sentar na grama para ler um livro. Ainda há muito em transformação, mas tudo acontecerá no seu ritmo. Por enquanto, apenas respirar.
O clip polêmico de Erykah Badu do novo CD New Amerykah, Pt 2: Return of the Ankh. Ela caminha pelas ruas de Dallas tirando a roupa e é atingida por uma bala perdida bem na fatídica Dealey Square. É um tipo protesto contra os que assassinam rapidamente o que não entendem.
Depois de ter lançado o CD Eu Menti pra Você na semana passada no Sesc Pompéia, Karina Bhur, ex-Comadre Fulozinha e ex-Eddie, canta amanhã no Itaú Cultural no encerramento do Ocupação Chico Science. Mais que vale a pena, e de graça. Aqui, passando a tarde estourando plástico bolha.
Bom, então é melhor cair na onda da malemolência. Com Céu.
Ontem eu levei o irmão da minha filha, de 15 anos, ao seu primeiro grande show. E estreou bem, no Morumbi, com Metallica. Foi muito bom ver os olhos dele brilhando, descobrindo que suas tribos estão por aí e que quando se juntam podem existir momentos mágicos. Metaleiros ou não, estar próximo das pessoas com as mesmas afinidades já é um grande passo. Hoje ele acordou com dor no pescoço e achou que tinha dormido de mau jeito. Não se lembrou, claro, do quanto jogou a cabeça de um lado para o outro. Mas super valeu a pena e fiquei feliz por ter estado ao lado dele. Ainda curtia essa sensação quando ao ler meus emails agora há pouco veio o choque e a tristeza. Esse mundo virtual nos traz sempre a sensação de que algumas pessoas são os melhores amigos que não conhecemos. Mas sempre contamos com a possibilidade de conhecê-los um dia e não deixar que isso se equipare a algo como "o melhor show que eu não vi", "o melhor filme que não assisti", "o melhor livro que não li". E por aí vai. Mas soube hoje que não conhecerei mais uma das melhores amigas que não conheci. Ela esteve muito por aqui, eu estive muito por lá, mas não nos cruzamos. Eu a admirava pela sinceridade que expunha nos seus textos, se apresentava como poucos, como quem não tinha tempo a perder. Era solidária, reconhecia as nuances de tristeza e desânimo, e comparecia como quem não quer nada, mas já dando uma força. Era alto astral e adorava desafios e a vida. Era querida em todos os lugares por onde passava. E por mim. Mara, chamada de MaraVilhosa, guerreira, brigou muito para ficar por aqui. Mas já deve ter descoberto que também havia muita coisa boa a esperando. E, claro, deve estar fazendo uma festa em algum lugar. E não há como não dizer, leve e solta. Fique bem, querida.
Nothing else matters Volto para uma bela música do Metallica, aqui acompanhados da Orquestra Sinfônica de São Francisco. So close, no matter how far Couldn't be much more from the heart Forever trusting who we are No, nothing else matters
Minha cidade está suja. Ela estremece a cada trovão. Meu povo chora com a certeza de que ninguém vai se importar com suas perdas. Fica atônito com bairros alagados por semanas, com os ratos deixando seus rastros nas portas de suas casas. O lixo que se acumulou tantos meses faz seu estrago. Túneis que passam mais de 40 horas sem que ninguém consiga escoar a água que os inunda. Toneladas de alimentos estragadas. desperdício e prejuízos. Todos sabem que sair de casa se tornou um risco, sem hora para chegar nos seus destinos. E sem hora para voltar. Meus amigos ficam chocados com o que fizeram com esse lugar. Mas o que mais choca é a impunidade. Onde está a mídia que faz pose de combativa mas preserva tanto os (ir)responsáveis por esse caos, apadrinhados que são do senhor das trevas. Uma mídia que grita pela censura, mas não admite o que há de pior, o veto interno. E pensar que tanta água só está servindo para que poucos lavem as mãos. E, no final, a culpa é de Deus, que nos manda a chuva, ou do Diabo, que nos deixou cego na hora de escolher nossos caminhos? Triste fim para um lugar que eu tanto amo.
Quem assina a NET deve estar tão cansado quanto eu de tantas repetições de filmes nos canais da operadora. Quem aguenta ver, pela vigésima terceira vez, Um lugar chamado Nothing Hill? E pela décima segunda a Como se fosse a primeira vez? Bom, antes de me render e cancelar minha assinatura, decidi desbravar outros canais. E, confesso, o Animal Planet tem sido um dos meus preferidos. Tenho aprendido muito, não apenas sobre os bichos, como se imagina inicialmente, mas também sobre a raça humana. Vejam, por exemplo, a lista dos 10 animais mais traiçoeiros do canal:
10) Raposa - Considerada esperta como poucos, acabou tendo seu nome associado a malandragem e falcatruas.
9) Rato - É o animal que consegue ter mais rapidez para roubar nosso alimento e, pior, debaixo do nosso nariz. Sua agilidade o torna quase invencível. E se prolifera muito mais que Ali Babá imaginaria com seus poucos 40 ladrões. Somente em Nova York, por exemplo, há 70 milhões deles. Se bobear, 10 para cada morador.
8) Camaleão - seu problema já começa com a língua sendo maior do que seu tamanho. Quem quer tanta língua senão para espalhar a cisânia? A camuflagem que lhe é atribuída, de adotar as cores do objeto ou lugar onde está, é meia verdade. Mas ele, realmente, muda de cores. De bom humor, é verde, com raiva fica vermelho. Mas é difícil de ser pego, sabe escapar como poucos.
7) Lagarta - Essa sim, a mestra dos disfarces. Sabendo que pode aparentar ser um aperitivo macio e saboroso, ela tem uma série de truques para enganar os famintos que chegam no seu pedaço. Mas a mais radical vive no Havaí e não apenas engana como, em alguns casos, pode ser ela a assassina.
6) Tartaruga mordedora - Se assemelha a uma pedra, em geral de cor escura. Sua boca quase sempre aberta tem o interior praticamente da mesma cor do corpo. Mas lá dentro ela esconde muito bem sua maior arma, a língua. Muito parecida com uma minhoca, essa lingua é a mãe do princípio da pescaria. Assim que um peixinho desavisado se aproximada da "minhoca", é mordido, e rapidamente, creiam, pela tartaruga.
5) Vagalume - Ele está constantemente envolvido em uma história de sexo e violência. Há uma perigosa espécie de femêa que consegue simular para os machos os sinais luminosos que representam um convite a um idílio amoroso. Ledo engano, em segundos eles se tornam vítimas fatais. E a luzinha acesa será de vela pelo finado.
4) Macaco indiano - Venerado em algumas regiões da Índia, esse tipo de macaco é um exemplo clássico de abuso de poder. Eles roubam moradores, turistas, o que aparecer pela frente. Com imunidade, também chegam a praticar a extorsão. Ou seja, roubam roupas dos varais ou outras coisas das casas dos moradores que só serão devolvidas quando eles tiverem o que querem.
3) Gambá - Poderia ganhar um Oscar na categoria de melhor ator que se finge de morto. Ele tenta ficar longe do perigo, mas se não consegue, entra em um coma voluntário. Qualquer exame médico, naquele momento, teria dado a hora do óbito. E, pelo cheiro, poderia já ter ocorrido há dias. Assim que não se sente mais ameaçado, lá vai o gambá embora, saltitante.
2) Orangotango - Orangotango quer dizer, em alguma língua, o velho da floresta. Sua inteligência é a maior arma e isso lhe dá a fama do único bicho que tem capacidade de utilizar objetos e outros recursos para escapar de cativeiro. Tanto é assim que nos zoológicos eles são utilizados para testar a segurança de novos cercados. Se eles não conseguem escapar, ninguém consegue. Um deles, conhecido como Fumanchu, ficou tão famoso que chegou a ser sócio honorário de um associação de chaveiros na Filadélfia. Ele estabeleceu uma brincadeira com os funcionários do zoológico local, sempre conseguia um jeito de abrir sua jaula, mesmo com todos os reforços da segurança. Libertava os seus companheiros e voltava para seu canto, onde assumia um ar angelical quando os guardas entravam, esbaforidos. Para muitos, era a versão símia de Houdini.
1) Cuco - É campeão !!!! Quem escuta o cuco cantando as horas no relógio não imagina o mundo de terror que o pássaro real é capaz de instalar à sua volta. Parasita total, costuma atacar os ninhos dos rouxinóis, quando a família sai para passear. Rapidamente, promove uma troca de ovos que não chega a ser percebida pelos donos da casa quando eles voltam. Quando nasce aquele pássaro tão diferente, a família rouxinol não tem nem tempo de entender o que aconteceu e já é praticamente escravizada pelo filhote. Eles são obrigados a alimentar um pássaro que tem o dobro de seu tamanho e, se bobear, os próprios papai e mamãe rouxinol podem ser expulsos pelo "filho" estranho e ingrato. Isso se não for vítima da própria família mafiosa que vem em busca dos seus.